sábado, 26 de junho de 2010

TORTA :


bate na porta,
a menina da boca torta,
me desconforta,
vendendo um pedaço de torta,
e corta,
minuscula fatia,
maiúscula quantia.


não muito me importa,
a torta,
na porta,
que entorta,
meu sono,
o comporta,
na atenção,
em sua feição,
ao invés da refeição,
estranha, causa me adversão,
e se porta,
antipática... está morta ?
e se comporta,
feiamente, com aquela boca torta.
DEIXO :


deixo,
com desleixo,
nossa amizade,
e não me queixo,
da possivel verdade.


murmuram,
pois tolices estipulam,
com certa pretensão,
minha paciência furam,
como um arpão,
já que suas palavras em mim perduram,
e pinduram,
na conta,
porque pensam que muito tempo duram,
na ponta,
do meu sobressalto,
assalto,
do meu bom senso,
incauto,
gesto, que torna o momento tenso,
e penso,
se melhor não seria,
manda-los pastar,
temeria,
apenas,
que em minha porta,
às duras penas,
não importa,
pusessem-se a defecar,
no meu esforço em ser gentil...
que adianta se vão considerar,
todavia lhes mando...
um recado,
calado,
tentando, cismando,
outrora,
aos que vieram,
que fossem embora,
para não mais...
esforço não considerado, cobrar-me,
pois atitudes tais,
faz-me afastar-me,
desses boçais,
cujas presenças,
causam-me uma instantânea indiferença.



ESPERO QUE TENHAM GOSTADO ^^

sábado, 19 de junho de 2010

mandei essa para um concurso de poesias... vamos ver no que que dá...

SER ...

Nas tardes chuvosas e frias,
aquele que abriu um livro,
e mergulhou num mar,
de infindáveis literaturas,
agora deixou de ser,
o que sempre foi,
para tornar-se,
o que não é.
pois não tinha espada,
pois não havia dragão.


e nas terras mais longíquas,
estivera,
consumido pelos seus anseios,
trouxera... consigo as lembranças,
daquele mundo que deixara.


e os sois que se deitaram,
cansados, sob as montanhas,
e que lhe deixaram uma chama,
qual existira uma função...
usá-la pois senão,
para fazer-se tambem, um dia, um sol, que ilumine as terras escuras.


logrando, pelas estantes,
inúmeras fronteiras, por instantes,
e nas latentes páginas,
meus olhos vislumbram,
caminhos que destroem os tempos,
que destroem as distâncias,
a qualquer momento, em quaisquer instâncias.


aprendo,
reflito,
assim sendo,
não omito,
transcendo,
ideias, conceitos,
dos sábios e seus preceitos,
sobre o mundo, em seu leito,
de inconstâncias, tão imperfeito.


vago na escuridão,
da noite, das ruas tão insanas,
e contemplo infinidades de rostos, na ilusão,
pois agora, refugio-me,
e permeio meus mundos,
de cavaleiros, de descobridores oriundos,
das terras tão distantes, além do mar profundo.
traçando um corte no véu dos receios,
e fazendo da fantasia, os meus anseios.


oh ! fantasmas tão sombrios,
nos infindáveis mares de estrelas,
e na madrugada dos corvos agourentos...
tú.oh ! ancião de velhas páginas,
faz de simples letras, o meu contentamento.


e faz-me ver,
o mundo do alto de uma montanha,
como se estivesse só, e que minha mão apanha,
momentos,
tão tremendos, junto a tamanha,
força de caminhar,
contra a correnteza dos tolos, e seus tormentos.


meus olhos percorrem,
as profundezas de toda a arte,
das palavras,
tão bem postas, implicadas...
tornar-se-ão poesia,
bem postas em um caminho,
de pedras expostas,
nos turvos mares do meu coração.


oh ! então seremos as águas,
sejamos fogo,
nas fortalezas da terra, como tambem nos soberanos impérios do ar,
nos tornemos tão claros como a luz,
nas inabaláveis trevas,
que sufocam as almas humanas,
tão cheias de sinas e ilusões,
desse mundo de belezas e incertezas tão tiranas.


pois então fizeste de mim,
aquilo que não sou,
e desse mundo, um lugar onde não estou,
até o fim desta jornada,
ao início de outra que começou.
O QUE SOMOS ? :



quem somos ?
onde estamos ?
como surgiu tal vasto mundo ?
pois somente refletido nos horizontes infinitos.


todavia tal dúvida,tão questionada,
porque os homens morrem, retornam ao nada,
no que condiz vossas carnes,
ao que seus espíritos seguem no oculto,
pois para onde vão ?
além dos paraísos dos deuses tão envoltos de mistérios.
oh! divindades... quem realmente são ?
senão o reflexo do horizonte,tal alusão,
da eterna essência,
humana, verídica,
e a resplandecência,
de ser único, ideia fatídica,
e por tal,
viver-emos cada dia, em vastos mundos...
tão complexos, tão diversos, de esperanças, tão inundos.


eis que tais mundos,
deparam-se com o horizonte,de horizontes,
se fazem soturnos.
pois o tempo corre ao por do sol,
desbravando as águas,sob as montanhas,
das noites tão tristes,seguindo a cada instante,
cada sol do amanhecer, ciclo incessante.


pois a mim nada importa,
saber de onde veio o mundo que permeio,
e a nada me importa saber quem somos,
pois tudo flui nas correntezas do rio da existencia,
gradual... causal,
como tão pouco ajoelhar-me,
diante de um messias,
de tantas lendas incertas,
como também às diversas profecias.


apenas sigo... contudo a fluir,
livre de tantos tormentos,
de tantas guerras,dogmas,conventos...
de tantos conflitos e hipocrisia, que nas religiões está a existir.
estão sempre clamando tantos santos,
que fazem de suas histórias, cada um, um martir.


pois a beleza está no mistério,
a cada sol, a cada lua,
um seguido após o outro,
semeando todos os sentimentos,
felizes ... contraparte dos lamentos.

pois de onde vim, não há fim.
onde não existem os perscrutam,
a natureza, de todas as coisas, tão envoltas,
de mistérios, aqueles que apenas, da correnteza desfrutam.

ROSA NEGRA :


um sentimento incomodo me tomou, provocando uma sensação de tamanha angústia. estavámos muitos de nós lá. a maior parte deles, estavam felizes,e ninguém nem ao menos havera percebido o que acontecia dentro de mim, envolvendo minhas entranhas e minha mente. uma amargura súbita tornou a recordar todas aquelas noites de sofrimento, que mais uma vez... fazia tudo às claras, antes que eu pudesse refletir. ao que quando o sol dormir,novamente eu pudesse sentir.


ela estava entre nós, curiosa desta vez, querendo saber o que tanto me distanciava de sua rispidez. porém seu azar foi ser uma estátua ingênua,que nada fizera, e pouco dissera. tênue controle, inquietidão eminente... ainda bem que agora se fora. e ainda sim, distante, pude observar sua expressão ingênua. como uma maldita rosa cheia de espinhos que não percebeu o sangue e o odio surgido, e recém descoberto.




terça-feira, 15 de junho de 2010

CAVALEIROS DA NÉVOA:

me mate agora se quiser,
os cavalos se aproximam,
trotando sobre os feridos,mate-me se puder,
um tiro proferido,
pelos tantos a qual essa guerra,
fascinam,agora é sua hora.

a névoa do campo de batalha descortina,
um exército mandado a morte,
um sina,
a fúria das armas nervosas,
anseiando por afundar meu coração,que tenta ser forte...
no obstante moribundo,com alguns cortes.


assassine meu corpo!
pois minha alma estará,
aqui vagando,
nesta terra vermelha, o que restará.
de tão impensada fúria,
de tal general,de sua tamanha injúria.


mate-me,
oh! general,
os cavaleiros aproximan-se,
transpassando as núvens de almas,
num brio fatal,
movidos pela cobiça... tão ardente,tão mortal.


firmam-se,
minha mãos,
no meu coração,
ferido,
com o vindo,
tiro provido,
de tanta fome,
que ao meu peito consome,
em meu leito,
tão sujo, tão estreito,
minha vida,
esta ferida,
que me fez sangrar.
para sempre,
minha alma vagará,
soturna pelas ruas,
e tú. oh! general, ela sempre amaldiçoará.




Bem... essa poesia eu escrevi quando passava um filme , sobre um hospício. Achei engraçado,era cômico,então comecei a escrever, com tantas ideias transitando na minha mente.

INSANO :


a luz das luzes,
as trevas da noite,
fundem-se,
nesta prisão,
me faz insano,envolto na ilusão.


vago pelos cantos,
pesadelos horrendos,
delirios tremendos,
acordados,são tantos,
lucidez que vejo aos prantos,
sedentos por uma reação.


que somente,
tão ausente,
é o bom senso,
que me largou,agora penso,
se não estou à margem do fim,
inerte aos ânseios do temor,que se instala sobre mim.


sou um lunático,
tão dramático,pois traumático,
eu sempre fui,
pois minha mente,
sempre mente,
o que sente,ao que consente, ao real.


vejo loucos,
dos tantos,são poucos,
os que não me assustam,
neste inferno,que perscrutam,
o fato de estar,
aqui,
e tão somente deixar a demência lhes tornar,
neste antro de terror,
nada me atormenta mais,
que os momentos de torpor.


estou esquecido nesse hospício,
ao qual não há mais nenhum resquício,
daquele quando entrou,
que não mais conscerne a mim, ao que sobrou.

MINHA MORTE



os abutres voam,
na neblina do cemitério,
e minh' alma desgraçada,
pairou sobre a sepultura.


anjos de pedra,
num breu de dor,
silenciosa,
torturosa,
uma sina vazia,
a mim cabia,
saber por que estou deitado,
porque estou de pé, o que faria.


o céu nublado,
está deitado...
sobre a terra lúgubre,
e em minha face apodrecida,
pelo véu de relvas, enegrecida,
deteriorar-se-á.


por dentro estou morto,
e minha alma consegue,
pelas entranhas do cemitério,
contemplando um carvalho torto,
fugir da condenação que me persegue,
aos expulsos do paraíso estéreo,
e prossegue,
o domático caminho das sepulturas,
entregues,
ao fim, à dissolução,
carnal,
visceral,
fatal,
que enfim, me engoliu para o mal.
tornando assim, meu destino,
mergulhado às trevas,
a tal obscuro umbral.






segunda-feira, 14 de junho de 2010

CORAÇÃO DE PEDRA :

era uma vez um conde de coração de pedra,
na frieza de sua riqueza,
na sua sombria manção,
cheia de fantasmas misteriosos,
e de historias vazias que ele contava ao espelho.


perseguido pelo passado,
perseguido pela sua propria culpa,
em tantos anos ...
o que ainda faz diante do espelho ?


só a você mesmo conseguiu enchergar,
e ao seu coração de pedra voce deu valor,
diante da impaciência e da sua ilusão,
não adiantou tomar formicida...
você continua com seu coração de pedra,
e todos lembram de você como um fantasma terroroso.


você pode até continuar diante do espelho...
mas não vai enchergar nada,
até a sua hora chegar,
de você partir,
do fantasma que seu caminho torna a seguir,
e tornar esse coração de pedra em carne pulsante...novamente...

INSONIA :



o tempo passa,
o carrasco na parede te faz sentir pressionado,
cada instante acordado,
é mais um minuto de culpa.


você não para de esquecer seus problemas ,
mais do que o ar deprimente de uma noite de outono,
você está exausto... por que não tenta dormir ?
sem nada pra fazer, sem nada o que pensar,
a frieza da noite esconde o luar,
e você envolto de seus monstros do dia...
se esconde no escuro e começa a chorar.


o tempo passa ,
não está cansado ? nem um pouco ?
a sua magoa de ontem, sua fortaleza de agora,
o tempo correu sobre seus olhos encharcados de tristeza,
você nem percebeu...
a alegria da noite,
é poder ver uma boa parte das pessoas como elas são por dentro,
você não vê,
seus olhos estão enchardados de decepção .
não ver o obvio ,
e a decepçao eminente,
do podre que se encontra no fundo do coração dos tolos,
assim que você os vê.
a esperança cega que nos faz andar,
de achar que numa noite insana dessas ...
você vai encontrar algo que valia a pena...


está cansado da noite ,
está cansado de levar ponta-pe do mundo ,
está cansado...
durma para não pensar...
porque está cansado .









POLÍTICO :

caçem todos os mal paridos no congresso,
pensando que mandam na minha vida...
que se foda a constituição brasileira,
parasitas no senado de brasília,
corruptos malditos,
roubando o futuro de nosso páis,
a velha andando na rua,
pedindo a salvaçao,
o garoto drogado na rua pedindo esmola no chão.


desmascararemos suas farsas,
e seus discursos hipócritas,
e seus projetos insanos,e cheios de estupidez.
escória da sociedade,divididas em partidos,
mafia, crime organizado,
de ladrões,criminos aplaudidos,
pelos miseráveis,pelos banqueiros,
são todos marionetes,
da ignorancia,da letargia,
estão todos infectados por um virus cruel,
estão todos ludibriados pelo cancro,pelo fel,
daqueles que humilham a sociedade fracassada,
que nem ao menos vêem o que acontece,
por trás dos panos do espetáculo, sórdido.


desigualdade social,
fato fatal,
injustiça da sociedade capitalista,
capitalismo do congresso nacional,
estorção,
estelionato,
sociedade pseudo feudal,
as vozes caladas,inertes, com medo,
do poder,da ditadura inrustida,
das leis insanas,
que nada mais faz do que tornar o ser humano escravo,
das ilusões tiranas .


maquinas vivas,
que não se encontraram,
na individualidade,
vivem como uma produção,
como se fossem o rebanho de ovelhas,
da religião da riqueza,
hey!!! você que beija seus dólares,
que está abraçando a única perspectiva da sua vida vazia,
que agora nada mais é do que um pedaço de papel ,
sem nexo, sujo,sem vida.


hey, desgraçado,
se afogue nos mares de dólares,
hey,construa um muro,
para que os que antes você beijou,
não entrem,no patrimônio público,
hey, coloque guardas armados para proteger,
seus filhos arrogantes,que espancaram um mendigo,
que sem eira nem beira vão para o abismo de diamantes.


hey!!! grite !!!
o caminho é cheio de buracos,
abrindo a boca com seus dentes,
de fantasmas espreitando as ruas imundas,
de demônios armados,
de encostos vivos,drogados,
de olhos ocultos pelas paredes cinzas e o céu tomado,
pela neblina escura e triste,
de um país tornado,um mar de trevas,de inércia.
OS SALVADORES CALÇAM SAPATOS DE OURO :

os salvadores do mundo...
tão apegados a seus valores.
pregando a submissão e o desapego.
aos miseráveis,aos famintos por esperanças,
como também aos olhos ingênuos de uma criança,
calçam sapatos de ouro...
e suas bíblias sempre a mão...tentam impor a suposta salvação,
lidar com o sofrimento alheio,
sabendo que vai voltar para sua mansão.


no final do dia com suas mesas fartas,
com o dízimo,das almas penadas,
que nada mais fazem do que trabalhar,
nas áreas mais agrestes,que voltam cansadas,
pois senão com a fé nas mãos,
sujas,
da mesma terra,do mesmo barro ao qual creem ter saido,
a criação.
da sujeira tambem,oras então,
como pode ser puro ...
o homem ao qual acabaste de beijar as mãos ?


os salvadores usam sapatos de ouro,
e o chão da igreja está mais puro que minha alma profana,
e as trevas da santidade,da pureza,
não me mostram nenhuma beleza,
se sou barro,se sou terra,
seca,
gelada,
nada mais quero ser,do que uma alma condenada,
na felicidade dos pecados,
e que ao martirio...
vossa santidade, se encarregue disso,
afogue-se no luxo da pobreza,
tu que és puro,e busca ao salvador ...


os salvadores calçam sapatos de ouro,
vestem seda,
para pregar aos pobres,
que morrem nas secas,
e em seus corações,
o desespero,a angustia,
pois senão vistes,
oh! paí... como é sadista vosso templo,
que prega o martirio de seu filho,aos martirios,
impuros nascidos do pecado da imperfeição,
descuido !
lhes criar tal diabólica feição,
pois se nasceram para sofrer...
pois se estão sofrendo,
os salvadores de sapatos de ouro,
estão querendo,nada mais que trocar suas solas.


os sagrados salvadores...
pois a maioria fala sobre o que não sabe,
estando de fora, da realidade,
da verdade,
que está além do livro de ouro,com passado puro,
do livro do camponês, todo velho e sujo...
que com a fé de um touro,
acredita fielmente nas palavras,
do salvador de sapatos de ouro.

domingo, 13 de junho de 2010

PALHA...

como falha,
a minha esperança,
queimando como fogo em palha,
no frio, na neblina, na neve de lembranças...


elas foram queimando,
e os desejos,
que tanto eu tinha,
usaram da minha fé, e queimaram-na,
tão bruscamente,
a apagar-se,
friamente.


estou no gelo,
sem nenhum zelo,
por mim mesmo...
nenhum apelo,
aos céus,que de certo ao vê-lo,
sentirei ódio.


aqui é frio ... muito frio,
nas montanhas sombrias,
de dentro de mim,
estalagnides,afiados como um fio,
de esperanças, como as minhas...


agora me diga,
se posso entrar,
agora me diga,
se vou poder,um dia entrar.
já que meus olhos mostram como sou,
por dentro, das ideias turvas,onde estou.


agora me diga,
se posso entrar,
agora me diga,
se vou poder, um dia entrar.
para sair dessa montanha de solidão.
e um dia permear o seu coração.
UMA MORTE,UMA SOMBRA...

uma morte,
um assassinato,
que ninguem descobriu.


apenas ví sua sombra,
na noite tão indiferente,
fugindo,sumindo.
e os céus presenciaram,
os anjos gritaram,
cuspindo a fumaça de seus cigarros.


depois de tanto tempo...
se passaram muitos ventos,
sombrios, soturnos,
como se o tempo descarrilhasse,
seus pesares sobre meu coração,
que nem ao menos pôde um dia ver aquela feição,
e que um dia se foi,
e que uma noite de lágrimas me arrancou.oh! era bela !


uma morte,
um assassinato,
ninguem descobriu.


quem era,
quem pudera,
ser tal sombra,
e o que tanto fizera,
as lembranças tão passadas.
por que estivera,
alí, agora,matando a mim por dentro.




domingo, 6 de junho de 2010

ESTRELAS PELA JANELA



a noite se fez soberana,
como se viesse sorrateira,
tornando tudo,parte de seu vasto imperio,
e suas estrelas,eu posso ver pela janela,


dia obscuro,
sentimento oculto,
pelas sombras tornando,
tudo como estou por dentro,
noturno,
soturno,
com meus pensamentos oriundos,
de lembranças deprimentes,insanas,
fantasiosas,
assombrosas,


as estrelas são vistas pela janela,
a noite torna-se acolhedora,
com seus mistérios,
e a sina,de tantos que perambulam pelas ruas,
no dilema desse espetáculo envolto de trevas,
no qual a lua está a contemplar.


estrelas brilham pela janela,
e no muro de pedras,
vejo os cantos de escuridão,
que se salvaram da luz,além dos vidros,


a minha alma,
caminha insone,
pela escada velha,
depois de tanto tempo,
ainda como se fosse hoje,
o dia da guerra da qual voltei.
e das lágrimas de desespero as quais presenciei.


aqui estou,
a tanto tempo,
admirando as estrelas pela janela,
como se o tempo nunca se passase,
solitário,
fazendo de mim uma lembrança perdida e sombria.








LUNÁTICO


o lunático andava,
todas as noites frias e sombrias,
andava pelas ruas velhas e acabadas,
e à sua cabeça,um manto negro de estrelas.


o lunático trocou seus dias pela noite,
rocou a luz pelas trevas,
deu todo seu poder,para poder fazer a única coisa que não podia.


andava pelos bares, pelas ruas,
conheceu loucos piores, que quaisquer outros,
milhares de lugares ele conheceu,
milhares de lugares ele quis esquecer.


andava pelas ruas velhas e acabadas,
um lobo solitário ,escondendo seus mistérios,
procurando alguem que pudesse amar,
sob o manto de estrelas da noite,
um filho da lua... um lunático.




A INCERTEZA NUM MOMENTO DE ANSEIOS :


por incrivel que pareça...
talvez eu deseje esperanças infundadas,
ilusões
desesperançosas...
quiçá sejam então realidade,
para alguém mergulhado em amargura...
minha maldição,
ou uma injúria creditada
advinda surgida dos impiedosos céus.


porém sinto-me um rochedo,
e anseio fervoroso por isso ser,
estagnado, esperando os ventos,
as águas,
prostrado para cima,
num dia de ares áridos.


ideias turvas,
envoltas de confusões...
acortinadas por olhares certos,
de quem sempre viveu num mar de incertezas...
um talvez... de que em inúmeros talvez... de possíveis certezas.