terça-feira, 15 de junho de 2010

CAVALEIROS DA NÉVOA:

me mate agora se quiser,
os cavalos se aproximam,
trotando sobre os feridos,mate-me se puder,
um tiro proferido,
pelos tantos a qual essa guerra,
fascinam,agora é sua hora.

a névoa do campo de batalha descortina,
um exército mandado a morte,
um sina,
a fúria das armas nervosas,
anseiando por afundar meu coração,que tenta ser forte...
no obstante moribundo,com alguns cortes.


assassine meu corpo!
pois minha alma estará,
aqui vagando,
nesta terra vermelha, o que restará.
de tão impensada fúria,
de tal general,de sua tamanha injúria.


mate-me,
oh! general,
os cavaleiros aproximan-se,
transpassando as núvens de almas,
num brio fatal,
movidos pela cobiça... tão ardente,tão mortal.


firmam-se,
minha mãos,
no meu coração,
ferido,
com o vindo,
tiro provido,
de tanta fome,
que ao meu peito consome,
em meu leito,
tão sujo, tão estreito,
minha vida,
esta ferida,
que me fez sangrar.
para sempre,
minha alma vagará,
soturna pelas ruas,
e tú. oh! general, ela sempre amaldiçoará.




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