terça-feira, 15 de junho de 2010

Bem... essa poesia eu escrevi quando passava um filme , sobre um hospício. Achei engraçado,era cômico,então comecei a escrever, com tantas ideias transitando na minha mente.

INSANO :


a luz das luzes,
as trevas da noite,
fundem-se,
nesta prisão,
me faz insano,envolto na ilusão.


vago pelos cantos,
pesadelos horrendos,
delirios tremendos,
acordados,são tantos,
lucidez que vejo aos prantos,
sedentos por uma reação.


que somente,
tão ausente,
é o bom senso,
que me largou,agora penso,
se não estou à margem do fim,
inerte aos ânseios do temor,que se instala sobre mim.


sou um lunático,
tão dramático,pois traumático,
eu sempre fui,
pois minha mente,
sempre mente,
o que sente,ao que consente, ao real.


vejo loucos,
dos tantos,são poucos,
os que não me assustam,
neste inferno,que perscrutam,
o fato de estar,
aqui,
e tão somente deixar a demência lhes tornar,
neste antro de terror,
nada me atormenta mais,
que os momentos de torpor.


estou esquecido nesse hospício,
ao qual não há mais nenhum resquício,
daquele quando entrou,
que não mais conscerne a mim, ao que sobrou.

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