sábado, 19 de junho de 2010

mandei essa para um concurso de poesias... vamos ver no que que dá...

SER ...

Nas tardes chuvosas e frias,
aquele que abriu um livro,
e mergulhou num mar,
de infindáveis literaturas,
agora deixou de ser,
o que sempre foi,
para tornar-se,
o que não é.
pois não tinha espada,
pois não havia dragão.


e nas terras mais longíquas,
estivera,
consumido pelos seus anseios,
trouxera... consigo as lembranças,
daquele mundo que deixara.


e os sois que se deitaram,
cansados, sob as montanhas,
e que lhe deixaram uma chama,
qual existira uma função...
usá-la pois senão,
para fazer-se tambem, um dia, um sol, que ilumine as terras escuras.


logrando, pelas estantes,
inúmeras fronteiras, por instantes,
e nas latentes páginas,
meus olhos vislumbram,
caminhos que destroem os tempos,
que destroem as distâncias,
a qualquer momento, em quaisquer instâncias.


aprendo,
reflito,
assim sendo,
não omito,
transcendo,
ideias, conceitos,
dos sábios e seus preceitos,
sobre o mundo, em seu leito,
de inconstâncias, tão imperfeito.


vago na escuridão,
da noite, das ruas tão insanas,
e contemplo infinidades de rostos, na ilusão,
pois agora, refugio-me,
e permeio meus mundos,
de cavaleiros, de descobridores oriundos,
das terras tão distantes, além do mar profundo.
traçando um corte no véu dos receios,
e fazendo da fantasia, os meus anseios.


oh ! fantasmas tão sombrios,
nos infindáveis mares de estrelas,
e na madrugada dos corvos agourentos...
tú.oh ! ancião de velhas páginas,
faz de simples letras, o meu contentamento.


e faz-me ver,
o mundo do alto de uma montanha,
como se estivesse só, e que minha mão apanha,
momentos,
tão tremendos, junto a tamanha,
força de caminhar,
contra a correnteza dos tolos, e seus tormentos.


meus olhos percorrem,
as profundezas de toda a arte,
das palavras,
tão bem postas, implicadas...
tornar-se-ão poesia,
bem postas em um caminho,
de pedras expostas,
nos turvos mares do meu coração.


oh ! então seremos as águas,
sejamos fogo,
nas fortalezas da terra, como tambem nos soberanos impérios do ar,
nos tornemos tão claros como a luz,
nas inabaláveis trevas,
que sufocam as almas humanas,
tão cheias de sinas e ilusões,
desse mundo de belezas e incertezas tão tiranas.


pois então fizeste de mim,
aquilo que não sou,
e desse mundo, um lugar onde não estou,
até o fim desta jornada,
ao início de outra que começou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário