terça-feira, 15 de junho de 2010

MINHA MORTE



os abutres voam,
na neblina do cemitério,
e minh' alma desgraçada,
pairou sobre a sepultura.


anjos de pedra,
num breu de dor,
silenciosa,
torturosa,
uma sina vazia,
a mim cabia,
saber por que estou deitado,
porque estou de pé, o que faria.


o céu nublado,
está deitado...
sobre a terra lúgubre,
e em minha face apodrecida,
pelo véu de relvas, enegrecida,
deteriorar-se-á.


por dentro estou morto,
e minha alma consegue,
pelas entranhas do cemitério,
contemplando um carvalho torto,
fugir da condenação que me persegue,
aos expulsos do paraíso estéreo,
e prossegue,
o domático caminho das sepulturas,
entregues,
ao fim, à dissolução,
carnal,
visceral,
fatal,
que enfim, me engoliu para o mal.
tornando assim, meu destino,
mergulhado às trevas,
a tal obscuro umbral.






Nenhum comentário:

Postar um comentário