sábado, 3 de julho de 2010

FUMAÇA DA TORNEIRA :


fumaça vinda da torneira,
prosegue seu curso ao teto,
assim como meu espirito permeia,
esta visão, esse momento angustiante.


água e névoa,
torneira e fumaça,
cigarro apagado,
inércia, retrato da minha desgraça.


angústia,
consome a mim, em minhas entranhas,
ao âmbito, tornando cada segundo tortuoso,
revolta sem fé,
rebeldia sem forças,
corda no teto, a saida da forca.


meus olhos fitam,
o intrumento do meu fim,
passagem para o inferno,
reinos de dor, tornam a mim,
tomado pelas sombras, jazem,
minhas esperanças, no tumulo do esquecimento.


o inconformismo consome,
meu corpo, minha alma,
que vaga insone,
pelos cantos sem luz,
que ao nada conduz...
vazio evidente !


toca o pescoço,
leva ao foço,
profundo de amargura,
e o tempo perdura,
lagrimas dançam causticas,
mãos tremem, a cadeira bambeia.


como num sonho,
profundo, tristonho,
um delírio de olhos abertos,
concerto,
logrando estou, começou o fim,
jornada ao inferno, e seus confins.


esburgadas foram tais nuvens,
delirio, és uma suposição !
a vida, ainda vivente está,
remoendo as lembranças hostis,
nas sombras, matando lentamente,
como a brasa está apagando,
e seu instante, me contando.

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