sexta-feira, 16 de julho de 2010

UMA VELHA :


era uma vez uma velha,
que perambulou pelas estradas do tempo,
remoendo suas dores passadas,
pelos caminhos sombrios,
não haviam mais lagrimas para serem choradas,
as que sobraram eram amargas.


os anjos contemplavam-na,
por sua vez,
na melodia obscura,
suave,
dos dias que se passavam.


ela esperava,
sempre prostrada,
a noite surgir,
o dia emergir,
no silencio do breu,
a melodia dos que estavam calados.


diante dos montruosos tempos,
das sagas tão arriscadas,
das guerras armadas,
mas uma vez ela anciava...
com uma flor branca na mão.


seu rosto era pálido,
olhar direto, sofrido,
representava,
mais uma das silhuetas sobre a névoa.

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