segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A SOMBRA DO CAVALEIRO NEGRO :






perdido, pelas estradas,
que cruzavam montanhas,
a chuva se aproxima, tornando os recantos sinistros,
trovões clamavam a fúria de tais tormentas,
gotas, fluem à correnteza de minha cabeça,
vago pois senão, em tal merencórica escuridão.


assim, como sempre fora,
estamos a sós, oh, trevas noturnas,
percorremos miriades, pernoitamos tristezas,
canção das estrelas, tilintar de espadas, olhos brilham...
defrontam luarar pomposo, das tantas noites que pudera ter vivido.


a sombra de um dragão espreita...
rumo ao castelo, à trilha estreita,
terrorosa, domínio dos mercenários,
chama esta conquistada, respeita...
tú, oh, patriarca de tal clã de sanguinários.


véu da noite resguarda, tão surreais pesadelos,
quais se aprazem em dançar, sobre tantos gritos de horror.
tenebrosas relvas até o castelo,
qual este, anseio por fim conquistar.
tantas vilas e aldeias, nas madrugadas transpassar,
fizera, sem nenhum receio...


a aurora fizera-se num doce céu,
soberana, até um fim diurno,
lua contempla a aspareza,
coração negro, armado,
provido de destreza.


mistérios,
tanto ocultei,
a dama noturna,
tão cauto sussurrei,
brilha ela, estás crescente,
faz da beleza, minha vã certeza.


cavalgando,
ao portal do castelo,
guardas incautos, travaram uma batalha,
vencida,
seguira,
por tais corredores, partira,
obscuros, face dos meus sentimentos,
a raínha admirava,
minha espada, num fitar, ventos...
agora traziam-me, transtornava,
presença esta, alí "majestade" deparava.
ao passado,
tão marcado,
de tantos embates,
por fim, voltara, tornado...
sombra, que teme as trevas,
do calabouço, dos tantos abates...
de esperanças, agora está alí, te tornastes ...
vítima de teu próprio cativeiro,
os ventos continuam dançando àos campos,
de inverno, por do sol... vermelho, um desnorteio.


és escuro,
oh calabouço, das tantas almas perdidas,
contempla agora silhueta monarca,
envolta de cólera, pendidas,
ao fim, onde estão teus guardas ?
desolada,
não caira sob poder da espada,
todavia, por tantas faces, estas, quais pusera trancadas,
no inferno, de teu castelo, fantasmas, de lágrimas lembradas.


muros, fortalezas,
agora postas, ao vazio,
vago eu, pelas lembranças tão soturnas,
como lenda, esquecida, pelas estradas noturnas,
minha alma, que outrora, sofrida, agora descança no escuro.






bem, essa desde então, por mim é considerada uma das melhores poesias que eu escrevi,
espero que tenham gostado disso ^^ \,,/ .

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O VAMPIRO :









no seu castelo,
sedento, faminto e em frenesi,
está o ancião,
implorando por uma gota de sangue,
nos dias claros que nunca terminam,
nos dias claros que o tornará cinzas,
envolvendo seu refugio.




sedento por sangue,
vorás por uma vítima se arrasta pelo castelo,
seus poderes não são úteis agora,
seu status não lhe serve para nada,
séculos de diablerie,
séculos de batalhas,
um cadáver que não se alimenta,
do rebanho, - ao qual julgastes inferior,
agora você implora por uma destas ovelhas...
um morcego, um lobo,
nas sombras você está seguro,
no imperio de mitos sinistros,
tantos quais, povo crédulo põe-se a temer.




sedento, sangue faz seu alicerce,
nos confins transitórios,
pelos quais vivera sua não-vida,
anoitece e no obstante caminha,
adentro o casarão, tão temido,
de suas presas desprovido...
desespero, assustador,
fantasmas, quais murmuram sua dor,
pois este avista, da janela,
tão formosa donzela.




funde-se à escuridão,
tentativa insana, garganta sangra,
por fim sua sina,
está a tomar,
o sangue de seu amor...
perdura sua maldição...
sanada gana, irá se lembrar,
quando o dia despertar.