quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O VAMPIRO :









no seu castelo,
sedento, faminto e em frenesi,
está o ancião,
implorando por uma gota de sangue,
nos dias claros que nunca terminam,
nos dias claros que o tornará cinzas,
envolvendo seu refugio.




sedento por sangue,
vorás por uma vítima se arrasta pelo castelo,
seus poderes não são úteis agora,
seu status não lhe serve para nada,
séculos de diablerie,
séculos de batalhas,
um cadáver que não se alimenta,
do rebanho, - ao qual julgastes inferior,
agora você implora por uma destas ovelhas...
um morcego, um lobo,
nas sombras você está seguro,
no imperio de mitos sinistros,
tantos quais, povo crédulo põe-se a temer.




sedento, sangue faz seu alicerce,
nos confins transitórios,
pelos quais vivera sua não-vida,
anoitece e no obstante caminha,
adentro o casarão, tão temido,
de suas presas desprovido...
desespero, assustador,
fantasmas, quais murmuram sua dor,
pois este avista, da janela,
tão formosa donzela.




funde-se à escuridão,
tentativa insana, garganta sangra,
por fim sua sina,
está a tomar,
o sangue de seu amor...
perdura sua maldição...
sanada gana, irá se lembrar,
quando o dia despertar.




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