terça-feira, 28 de setembro de 2010


IRA :




revolta se fez existente,
cada instante, ardente,
dá-me... vontade de matar,
anseio por tudo destruir,
instigado a tudo devastar,
quando a verdade...
pus-me a descobrí-la.


ira alojara-se às entranhas,
fazendo da inércia uma tortura,
insano sinto-me... carregado fardo,
de ilusões humanas hipócritas...
criptas da minh'alma, devanecem.
ferro fundido... esfria-se,
forjado sou no ódio... bréu noturno.


vaga inconstante, inumeras e contempladas faces...
pessoas ignóbias movidas à alicerces pueris,
parvos exalam suas essências na manada...
animais buscando seus restos de nada,
sem alma, expressão, eis lacônicos...
destes tais, momentâneas vidas,
vislumbro montanhas, estrelas.


pergunto-me se existe liberdade além do egoismo,
tão cativados nesse maquiavélico ilusionismo,
a morfina de suas miseráveis vazias sinas...
lua ilumina úmidas e obscuras esquinas,
traçados rostos deformes cretinos,
descortinam o fitar da ilusão...
névoa, se fizera aos olhos.


o que as faz pensar que são superiores ?
futeis, tais quais espelham-se em martires...
apedrejados foram estes, àos seus pensares,
apodrecidos ao escaldante sol dos campos agrestes,
defrontando-se aos lânguidos povos... latrocínio do estado,
ovelhas submeteram-se... a ser, não ver... crer no que fora mandado,
ordem impoeria-se, ao decretar sórdido, horroroso simbolismo armado.


logra minha raça...
desprezível,
chocada, a caça,
ao temível,
furioso,
deus...
oh temeroso,
e tão seus,
são os tiranos,
profanos,
inquisidores,
assassínios,
tantos anos,
infindáveis dores,
impérios, declínios,
caem sob inocentes,
preces convincentes,
argumentos inquerentes.


oh, pois vos blasfemo ao senhor,
torturara-me ào temor,
vocifero maldições, entrego-me às trevas,
corvos confortam-me no abismo,
tépidas terras, de tal avisto...
o retorno da humanidade,
retrato da realidade. fealdade !


mares por adentro navegados, desbravados,
sangue no obstante... se tornaram derramados.
bruta força... vinham ao mando do rei prepotente,
soldados montados alçados num ardor contundente...
iludidos forçados,
a matar,
famintos, torturados... represália não tendiam a conceber, criar.


seres conformados, confortados ào desparate...
convosco devorado serei mais um, assimilado,
aos mantos de heresia... à intelectual integridade,
fundados a hegemonia... da ignorância em que se entregara,
confronto aos seus olhares... dogmáticos enfáticos,
desprezo, não vos preso... eis tão sádicos,
demoníacos incitando o consumo, exacerbo doentio, tolo.


olhos fervem,
à cólera, o medo,
agressivo, assíduamente estou... observem,
vossos passos, me enervem...
com teus traços, asquerosos,
proclamando imbecilidades,
pois na órbita alheia, viverás tuas irrealidades.


traçando jornada oposta,
distânciado dos que prostram-se,
livre arbítrio usufluo, como tão fluo,
à minha correnteza, na certeza, concluo...
de que solitude...
eis virtude,
arraigada à natureza dos homens.






até eu me choquei um pouco depois que vi a postagem... li a poesia depois que eu escrevi... ficou ótima.

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