quinta-feira, 21 de outubro de 2010


CADEIRA ELÉTRICA :



deparo-me com a sombra no caminho,
tão dissipada pelas brasas do cigarro,
meu ultimo pedido,
antes de deparar-me com o diabo.

braços amarrados,
a morte me abraça,
tornando tudo,
lembranças turvas, de tempos passados,
que me tornara, um rélis condenado.

minha mão segura uma biblia,
a pena de deus, martirio dos homens,
subjulgando a verdade,
tirar uma vida...
remorços morais para com a divindade.

pois não rezo,
tomando às costas, a culpa da sociedade,
o seu sistema falho,
não há pureza na sujeira,
em tal sagrado, há um talho,
... de repressão, ódio, adoração...
o mal, à agressão,
impulso destrutivo, inconsciente tão ativo.

minha morte é eminente,
sujeito a culpa,
minhas ações indecentes,
ao crime que tanto a mim concente.

condenado,
ao fim,
desesperado,
o medo tornou a mim,
massacrado,
por dentro, enfim...
situei-me no inferno,
tanto tempo,
sofri às noite de inverno,
o quanto tento,
fugir do demônio que tanto um dia temerei.

pois que agora encontrei,
suas garras...
fitando o fumo cessar...
assim fazendo,
de mais um fantasma perdido,
sem culpa...
um semblante,
a exterminar.



ficou bem forte essa daí ...

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