terça-feira, 26 de outubro de 2010

O DECLÍNIO DA TERRA DO NUNCA :






esvaem-se rios de imortalidade,
o cair de suas árvores,
paradisíaca estória falrada,
dissipa-se à ausencia de pureza.

caminha criança, à o florescer da malícia,
embrenhando-se às relvas de pecado,
doentia febre da ganância,
agora engendra-se com tua alma, tua carne.

pesa-te o fado, das vistas mórbidas,
aos sonhares debandados,
observa nítida,
teus heróis decréptos, abandonados.

a magia não lhe acude,
tal como um rio desprovido de açude,
infantil fantasia ludibriara,
ao precipício dos fatos, te entregara.

quão buscai, as portas da mentira,
utopia infante decaíra,
vislumbrando a inconstância temporal,
depara-se, ao recinto de teu mal.

inclinando-se como um animal,
ao sobressalto constante, natural,
da essência humana, podridão, incerteza,
em infinidades de cantos d'aspereza.

debate-se em tua mente,
que tão a tu infelizmente,
faz-se o ensejo demente,
à ilusão, visada veemente.

apenas encontra, restos de lutas,
campos sujos, pedestais destroçados,
fadas, eis que agora prostitutas,
águas podres, rios tornados...

vastidão dos restos enojados,
tais como dos infelizes neles atolados,
à sordidez e seu despertar,
injúrias, estupidez a aclamar.

nada fazem, ingênuos a perceber,
como tu criança, ao "nunca" se esconder,
olha frio! e não a perpetrar,
teu desejo por ver um pederasta levitar...

implodidas estruturas do sonho,
agora vem a ser pesadelos,
realidade engole-te sozinho,
num abrupto estatelo, à o horror por vê-lo.

declinada terra do nunca,
ei-la feito esmorecer,
ouve o chamado do despertar,
e aos absurdos reais, contemplar.




Um dos poemas que mais tive o prazer em escrever...

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