terça-feira, 26 de outubro de 2010

SOLITUDE :






distanciei-me do que amara,
e tão obscuro numa toca de pensamentos fizera,
da minha dor, um prazer masoquista, revoltoso,
remoendo os talhos marcados dessa ferida,
fiz muitos sangrarem, tão quanto sangrei,
jaze-me o desejo de ferir quem ama-me,
chorar por quem há distanciado-se...
um instante,
mero momento até meu enrubescer,
o rosto meu faz-se de aspecto iroso,
embrenho-me cada vez mais afundo dela,
essa tal escuridão que me consome a última
gota de esperança... vagando em meu interno,
e tão eterno anoitecer gélido, em terras irreais,
quão misturam-se ao real fazendo de meu ódio frio,
um ser das sombras atormentado,
sufocado às lágrimas,
por utopias...
e relevâncias,
o esmorecer dos anseios,
presenciado num cômodo vazio,
a melodia calada que ressoa inerte,
o arder da dor à alma, faz-me praguejar,
como um corvo ferido, e tão nela mergulhar,
voar nos mares d'escuridão, tomar-se à solitude...


espero que tenham curtido essa postagem... ^^

Nenhum comentário:

Postar um comentário