sexta-feira, 22 de outubro de 2010

SONHOS MECÂNICOS :




cosmos cuja humanidade não perscrutara,
espaços, indescobertos,
sombra vazia, rumando seu ciclo,
estrelas que tanto clamei, as vejo de perto,
eis que damas de carbono a reluzir,
sobre meu olhar tão humano, fugindo da terra.


ouço estrondos, metais retumbam frios,
meu pavor,
garganta sufoca-me seca, insuportável,
brilho ofuscante, inexplicável,
quão vaguei pelo universo,
num mar de vácuo, em prol de nada...


e tão sabeis ao que deparava-me àquele instante,
inimigo desconhecido, horror eminente,
tomara vil, cegueira terrorosa toda nave aturdida,
psicose surtida,
ao soar de ondas, magnetismo oblitera veemente,
auto controle físico... um grunhir à ouvir se sente...


arrastando-me aos corredores
de tão imensa estrutura desbravadora,
cada segundo, instante, descontrole constante,
alma foge à o corpo lânguido, enfraquecido a meu oficio,
alegria descoberta, fruto da morte, recém encontrado,
tão invadem, desvastam, bestas de aparências nefastas...


letais corpos, quimicas estranhas,
odor fétido, envolve minhas entranhas,
- não posso ser visto ! -
devotados anseios caem sobre lúgubre cenário,
pantanoso extrato de sangue esparzido,
das vítimas que tão simpatia dedicava.


enfraquecido e perseguido,
galáxia revela monstros além do imaginável,
desejo d'eles por meu fim... insaciável...
exaustado, caído, tornado acuado num canto gélido mensurado,
aproximam-se incautos, maliciosos olfatos percorrem meu corpo,
sonhos, pó de devaneios são resquícios, anestesiam-me...


por um instante... até tornar de rombos avistadas esperanças,
paredes cortadas, talhadas abruptas, minha fuga eis conquistada,
suicídio ao meu vazio perante incomensurável miriade do absoluto nada,
flutuar sobre tristonho enegrecido véu de infindáveis vistas,
contemplo tácito minha vida sem anseios, estéreo vislumbre da humanidade futurista,
vivendo meus ultimos momentos, defrutando de programados sonhos mecânicos.






talvez quem leia, o que eu escrevo... percebe que esse poema é um tanto diferente do que eu costumo escrever, concerto demasiado fantasioso, extremamente influenciado às obras de ficção cientifica. pois bem, dessa vez resolvi fazer algo diferente de tudo o que houvera eu já escrito, e vos deixo essa postagem. mwahahahahahaha

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