segunda-feira, 15 de novembro de 2010

DESNUDOS ROSTOS ÀS MÁSCARAS :

cai teu corpo plástico ao chão de vestes supérfulas,
inumeradas aparências tingidas num tecido esgaço,
traças desdizem os rumos dos pontos...
corroem desnudas à farsa composta tecelada,
intricada
à máscara
dum manequim vivo.

pérolas de cascas quebradas por verminosos dilemas,
beijos degenerados às faces deturpadas,
violentadas,
queimadas,
no fogo da ingnorância humana,
raízes pantanosas de fétida hipocrisia...
um ser dizendo-se vivo, atado em fios ocultos,
eis que este é um ventriloquo proferindo asneiras.

fúteis desejos, ditos desinibidos discursos...
que nada condizem aos fatos
falsa benevolência exalando aos poros,
envolvendo um rosto sujo e aristocrático...
mero produto vazio da farsa moralista
que iguala-se a uma serpente habitando prostíbulos burgueses,
e estas tais ostentam raios dourados de exploração servil...

uma consorte,
de magnatas,
que exploram
os sem sorte,
de alegrias inatas,
que choram,
lamentam,
à penúria...
seus filhos alentam,
com o possível,
embargados num sitema desprezível...

desfile com suas vestes podres,
como a alegoria de genocidas inescrupulosos
faz de tuas joais, résquícios de crânios,
tua soberba,
retrato da estupidez,
mascarada humanidade sobre teus traços
envoltos à ilusão vulgar de compostura...


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