segunda-feira, 15 de novembro de 2010


ILUSÓRIO TERROR...





as bases avistadas longínquas,
que preces congelam temerárias,
sustentam-se às pilastras invencíveis,
arsenal cuja nitidez e forma são precárias...

muitos temem que suas portas sejam abertas,
apocalipticas devastações, eis recobertas,
à névoa das cruezas agrestes e hostís...
terror que aloja-se incompreensivel.

algumas distântes, porém ainda contempladas,
tais muralhas abrigadas mantem-se secretas,
dirigindo afrontas infames... e proteladas,
a algumas discretas extensões seletas...

enviados pelo manárquico critério...
soldados lustram escudos em lágrimas familiares,
vilarejo apossado de impropério, adultério...
caos, represálias destruindo lares...

pestes abalando arrogantes nobres,
ruas desvelam-se... embaladas em ares lúgubres,
miseráveis ansiando o final,
entregavam-se todos ao devaneio total.

armaduras retumbam o receio,
suluços seguidos por um pigarreio...
demente, destrutiva imagem que atormenta,
porém à rispidez louca, o indivíduo não se isenta.

medo e ódio,
fúria e pavor,
caminha num fio,
um traço de torpor,

aproxima-se às redondezas.
contempla o fato...
tira tuas certezas...
eis apenas matas densas... disforme inato mato.



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