terça-feira, 9 de novembro de 2010




MÁGICOS DRAGÕES VOAM ... :


fantásticos sonhos talhados,
às pedras concebi,
horizontes retratados,
magia eminente viví
envolto aos mágicos anciões... às bravas terras.


flamejam decretos reais,
faz da divindade chama reluzente,
trevosos céus, cantaram trovões embrutecidos,
à batalha,
como metal exaltado, da espada do cavaleiro.

confins de misticismos protelados,
perscrutam às masmorras,
feiticeiro consagrado,
terrível imerecido...
uma guerra dantesca criada... corras!


sobre as montanhas agoiros cometem seu núncio
do caos. rebelião mal vinda...
infernais legiões marcharam,
fazendo percursos transformarem-se
à nébula negra tão temida.


tenebrosas batalhas, combates sangrentos,
profecias contadas...
consumam-se nos lamentos,
de realidades pensadas.
'homens de ciência' vislumbram diabólica jornada.


cavalgando às intricadas, noturnas
ordenadas buscas das tropas, exércitos
às procuradas urnas...
de encantada poção...
roubar-lhes-ão dos magos tácitos.


lendário portal, e tal contado,
salvação dum império colossal,
eis que um imperial ritual...
cometei,
oh lisonge rei !


desferam ataques navios aos irados mares,
deflagrados embates caóticos,
élficos sentinelas tomam frente.
sangram fel, bestas sórdidas, asquerosas,
e tais tão despertam os guardiões seculáres.


ventos dilaceram aldeias, tudo à volta,
provenientes de fumegantes hálitos...
defensores voam sob a orda,
flexas queimam iluminando campos... aflitos,
eis os invasores, no batalhão que acorda.


sucedem-se à tormenta criada,
dançam à performance bélica,
grunhem magos, camponeses, manada...
o desfrutar do fogo áureo
tão lentamente ocorrido implica.


fulminantes tornaram-se os dragões que atacavam,
à maligna força que tanto sadicamente abatia,
aldeões fugitivos, nativos nostalgicos, dalí se retiravam...
suas barbas enroscadas à lã das ovelhas. fuga ao rio se seguia,
longínquos além dos agrestes bosques, pântanos inabitados.


desertos queimam, treva se põe,
- batalhem ! - destruam !
oh guerreiro de arma consagrada,
imortais feitiços, cujo feitor a tudo isso se opõe,
( torna-la ao mal, aos cobiçosos ela não será confiada).


brisas tépidas, vindouro fim das tempestades,
livres, bestiais mitos desfrutam,
a realidade às paisagens mortas,
caminham velhos mistérios às portas,
dum mundo aberto, utópicos mergulhos...


aos cantos de minha insondável mente,
comumente tão fluentes,
ao existir inexistente...
escritos vislumbrados.
e porque não, vividos, recordados ?






YEAH, posto agora, uma das mais fodidas poesias que escrevi este mês...

2 comentários:

  1. Olá, Santiago!
    Somos colaboradores do blog Contracultura Paraty e vim aqui me apresentar!
    Sou a Álly (solfejando poesia)... li seu poema, é bem forte, com palavras e imagens surreais!
    Estou seguindo vc, com admiração!

    Beijo, querido

    Álly

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