terça-feira, 2 de novembro de 2010


PROFECIA REFLETIDA :



deparo-me ao assíduo momento da queda,
tentativas foram inúmeras de deixá-lo intacto,
porém tal deslizara manhoso,
- espelho meu, tens pacto com o tinhoso!

cacos partidos, fitados, despedidos,
sob moldura tal, nela sinistros entalhos cometidos...
tantos anos antes de tua morte...
- reflexo meu, te vais e me faz um corte.

fito à janela a noite, seus açoites sombrios,
de escuridão nos jardins insanos habitados,
agora por agouros míticos retratados,
- medito mirando meus olhos nos pedaços espalhados.

gargalho demente, irônico atalho à loucura,
dá-me azar, para que eu possa praguejar,
conceba minha dor, ó demônios de sincera candura,
- torne-me mais um, nesse mundo a caminhar !

sorrio embebido ao sarcástico devaneio,
lúcido louco olhando-se em lascas e sangue
recolhidos como restos d'alma em instantes,
- sete anos de ventos pútridos a um cético...







É divertido escrever coisas assim, criando personagens insanos sem dar nomes ou coisas parecidas. assim como coisas obscuras se valendo dum sentimento pequeno, momentâneo, ou um acontecimento trivial... kkkk espero que gostem desse, e reparem nos ultimos versos de cada estrofe...

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