quinta-feira, 23 de dezembro de 2010



DESPEDIDA...


a tortuosa consequência tudo dominara...
o tempo as dores sana,
ela ainda estava ali,
tornando dum pesadelo, um profundo sonho.

pois os também tive adormecido...
tão solitários, desconexos,
asiando que realidade tornem-se,
vazios, tomam-me como gota d'agua,
fazendo turva, minha mente, como um lago à tempestade...

distante às águas,
defronte as paredes,
deveras confusa,
e tão cáustica previsão...

não recordo meus ultimos segundos,
sinto em agora ser assim,
seus olhos observam-me,
tão tristonhos... os ponho
à lembrança... os vejo
afrente o icognoscível a contemplar
solitária, o invisível...

envolvendo gradualmente,
alenta-me uma sutil felicidade
que em desespero está banhada,
posso seu rosto contemplar novamente,
entretanto tendo em mente, nunca mais vê-lo...
tais lágrimas cristalizaram-se...

não ser visto, isto a mim condena,
em tristeza, no seu ombro recosto-me,
insuportável fez-se a calma...
a toco, e tal não sente...

o torturoso fato aflinge-me...
ver-te chorar,
e não poder
apanhar,
o chover,
de teu semblante...
cada vez mais distante...

vagando às ruas,
insanos formigueiros
de luzes fulgurantes...
parto incerto num caminho infinito,
contentando-me em despedidas não retornadas,
lagrimas tristes resguardo em meu espírito...



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