domingo, 26 de dezembro de 2010


ESCADARIAS AMALDIÇOADAS


vagam os pés aos desnorteios,
pelas pedras amaldiçoadas,
de paisagem ardíl, combustindo devaneios,
assistidos pelas almas penadas.

laça-me a dor,
num fulgor,
de horror,
ao qual...
morrer,
sob os feitiches dum voráz animal,
será o melhor a mim acontecer...

eis que dos mantos verdejados,
cuchicham assombros
ao ouro apegados,
e na trilha, em escombros,
brada o ancião,
o lider,
a mór assombração...

asquerosas grunhem serpentes,
co'o veneno ensejando meu ser matar,
ventos soam quentes...
ao rosto de meu guia, podem eles transpassar.

dói-me a face,
co'a energia desgastada,
usufruindo desta, está sua forma materializada,
pedindo-me que ao sagrado mártir ultrapasse.

aquietar-me-ei às escadarias,
em choro de fél borbulhante,
às vejetais tapeçarias,
invocando estou, uma demoniaca forma aberrante.

nascente de rancor,
um delírio escaldante...
desprovida de sua cor,
é tal obscura negra núvem ressoante.
vindouras
pragas aludindo,
e desmedindo
desgraças
além às graças
decompostas às traças,
fatos aguardando,
e a incerteza assentindo.

venhais das trevas,
ó barbaro vetusto
armado cavalgante,
de rígida espada flamejante,
cortante...
que enforcado morrera,
e do inferno és retirante...
com o ritual que ocorrera,
a mim estais perante...

arrasta os crápulas aos teus umbrais,
lança-os aos que a Deus não servem mais,
pune estes vís carniçais,
enterrados vivos, em seus ilusos amores sepulcrais...

que sufoquem,
implorem,
( a quem ? )...
chorem,
amortalhados,
em panos sujos, que destinados
nem são,
ao mais sarnento cão.

e à impureza escura,
em suas almas,
vistas às suas sujas palmas,
manuseiadas
mutuamente,
à sordidez fadadas,
dificilmente
purificarão...
à mesquinhez,
putrefar-se-ão...




Escrevi isso uns dias atrás, isolado num lugar onde a energia é extremamente pesada, mas agradável... vendo do ponto de vista...

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