domingo, 2 de janeiro de 2011




Aurora ...


aos céus, reluz a aurora transcendente,
que sob o fado descontente,
explode numa chama diligente
por meu ódio de bom grado aceitar,
palpitando em negro sangue
demonstrando-se pouco langue,
arredio, ansiando o mal conjurar.

e eu bradando estridente,
um grito ressoante, comumente
ouvido, surgido duma alma pretendente,
em mui além do horizonte desbravar,
cujos sonhos distantes, anseia apalpar,
e a ilusão trajando negras vestes visionando
meu mal, vai distante sua sombra afastando...

aquieta-me o espirito em tua placidez refulgente,
oh séquito d'espíritos encarnados na enchente
de misticismos famigerados pela gente,
assim sendo agora, às vistas provados,
em suas soberanas formas, descreditados,
emanados dum delírio pomposo, à matéria,
resguardando os causados écos de histeria...

sofisticados plainam num brio de realeza,
os guardiões da tamanha grandeza
suas palmas recostando à tristeza,
emergida num cardíaco curso afluindo
aos mares que em meu mundo habitam,
e lavar-me a eternidade decorrida, tais se habilitam,
lacrimejados furiosos, com o céu a perspectiva dividindo.

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