sexta-feira, 14 de janeiro de 2011



QUEDA ÀS ESTRELAS


incerto, indecifrável é o vazio consumidor,
alojado intricando-se em incógnitas
fugindo às plausíveis ideias de causalidade,
como começo dum amor,
e tal, temível de incertezas infinitas...

consumindo está este sentimento
explodindo na noite até o céu,
indefinível indefinindo
talvez, um pressentimento...
até às estrelas, lá estou eu...

à espera dum fim, como se ensejasse um introito,
estando seguro, respirando ares dum moribundo,
ideias turvas, pairam e me tornam um afoito
que descobre um novo vasto mundo.

espiralando labaredas cadentes num universo inconstante,
veloz, rasgando o negrume como as vidas decorridas num instante
em que um temor calmamente no indescoberto vai caminhante...
distando-me de quaisquer preocupações, mergulhando às constelações...

e numa queda velozmente
sinto-me perder o controle,
vorazmente
o negrume
me engole,
e eu, como vagalume
o bréu traço
com a luz que faço,
como um clarão no betume
ou do alto dum cume
explicações caço...

encarnações mil por segundo, vou tecendo
no auge da minha existência que vai acontecendo,
pensando em infindáveis formas, de na lua chegar,
num momento
constante,
com o intento
de lá pousar...


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