domingo, 27 de fevereiro de 2011



Além do matagal


assolam aos campos, mistérios mil,
sob os montes por matas recobertos
levantara-se a lua, a rainha noturna,
observo o leste, rumando passos a tantos;

inóspitos confins quais sigo
frente ao perigo,
às trilhas, o medo,
em selvagens silhuetas encarnadas
dispondo-se de feras espreitadas
testemunhando lágrimas de minha partida,
assim como os pássaros duma árvore ressequida...
outrora brilhara o sol,
esvoaçara uma gaivota além o mar
ragando o céu num suntuoso hostil vislumbrar;

onde também dos rios venta a magia
enrubescendo incontadas mágoas florescidas,
ao destino dum ser oculto, pus-me a jornar,
descortinar
tal penosa e usurpante escuridão,
audíveis falraram crédulos morcegos
cegos
à afável ausência de visão...
solitário adentra meu ser, nesta negrejada imensidão...

surgindo numa ocorrente desplicência,
eis a verdade ao solo, como estranha saliência
qual fere, difere, transfere,
tantas teses à evidência
buscada,
e o homem convicto
sofre o atrito
dum choque total,
nada mais sendo, que a realidade natural
da guerra insana
pela sobrevivência
à inconsciência
humana,
ou animal...

e os fitados fósseis, como pepitas encontradas,
contrastam-se antiguíssimos, com as estórias legadas...
se afronta a fera, pulsando viva no imaginado,
denotando o mundo e suas indóceis cruezas,
resplandecendo às presas, belezas minuciosas,
ao descortinar, do infindável fascínio pelo oculto...



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