segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Falecida estrela


moribunda! um ínfimo brilho ao céu estagnado...
cada estafante instante fenecendo deprimente,
antes mistificada em idolatrias,
sois agora porém, um punhado de matéria cósmica

aos nevoeiros setembrais,
vagando inerte à indócil gravidade,
ó estrela, não fulgirás nunca mais!

adorno do céu à noturna cantata,
o crucitar dos corvos infernais,
sussurando num falho brado aos agrestes matagais,
contemplais aos augúrios dos lobos, dos chacais,
aos nevoeiros setembrais,
vagando inerte à indócil gravidade,
ó estrela, não fulgirás nunca mais!


e sob as agressivas prateadas maresias
que ao silêncio vociferam,
perdurais calada, ó celestial punhado de nada
às vistas, dentre as alcovas de arvoredos à estrada...
e aos nevoeiros setembrais,
vagando inerte à indócil gravidade,
ó estrela, não fulgirás nunca mais!


sepultada,
esquecida,
à arcada
enegrecida
desta madrugada,

velando-se
às velas
dos navios
dos vadios
esguios
à aspereza
da marítima incerteza

defrontada...
ante a fealdosa
tempestade
vaidosa
ocultando os astros,
e seus rastros
na eternidade...
errante esquecida à escuridão temporal,
não mais avistada dentre os mastros...
ó estrela de inexplicável inexpressividade,
és pó aos nevoeiros setembrais,
vagando inerte à indócil gravidade...
ó résquia de cinza eterna falecida, não fulgirás nunca mais!





E é isso aí! \,,/



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