domingo, 27 de fevereiro de 2011

OBSESSORA



retornava aquele espírito,
uma infeliz alma odiada,
entretanto fronte a ela encarnada
ressoei num grotesco assombroso grito...

novamente, vingativa observara-me,
não importando quanto sangue se derrame,
olho a olho, mal assombra esta centenária
assim comigo deparava-se, infame, eu ria...

fugitiva à tumba, em sua cômica aparição,
sendo-me a mais desgraçada maldição,
uma cármica infeliz algoz
torturando-me conjurando falações com sua voz;

rasgando silêncios inefáveis,
ímpia carrasca esta, de sábios ou imprestáveis
para com sua edionda forma deparados,
tombaram ao delírio dum luar sangrento...

porém, enfrentar-la-ei a mercê da escuridão,
como um diário pesadelo extendido à realidade,
não cairei! por suas avarias nesta reencarnação;
a vencerei! em prol da liberdade, levar-la-ei ao chão!



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