quarta-feira, 6 de abril de 2011

Detrás os traços



estático! à trucada infame face firmando
sorrisos dissimulados, denotando
os réptilicos dentes reptando
a velada verdade detrás estes infantes toscos traços...

fronte estando, à serpente envolta à lã,
pude eu ver ainda mais quão vil cristã
ordinária, era aquela à veste humana vã...
adentrando sua sombria morada mental;

fealdades sórdidas avistei-lhe ao portal,
dos olhos, fitando-me ardilosa, letal,
neste úmido calabouço labiríntico, tal
como expressa-se a aberrante forma malígna inimizando-me...

eis uma fitada máscara, decaindo,
deslindando amargos, lacrimosos horrores
ao ar viciado, fétido, asfixiante inibindo
toda a externa luz, e seus fulgores.

num estático instante desperto
fluindo em mil viéis negros de antipatia,
num questionamento sobre o visto, e incerto...
duvido-lhe apenas, desta fosca e vulgar simpatia...



Nenhum comentário:

Postar um comentário