quinta-feira, 21 de abril de 2011

O arqueiro



estirava o arco em suas tentativas,
sob os inconstantes desígnios vistos às estrelas,
muros de pedras... eis o resguardo
das impetuosas lágrimas do céu em noturnas flâmulas;
nostálgicas meditações um arqueiro tivera;

fincada, uma flecha à árvore
legado tornara-se deste meditador do nebuloso reino,
oculto pelas inóspitas florestas
onde não havia destino,
alentando quaisquer infelizes habitantes bestas...

ele via um rosto às negras águas empoçadas...

céus cinzas observaram
o intrigante vazio sentimental irradiante,
inumanas formas desveladas à insanidade calada
assolavam em gritos labinrínticas trilhas terrorosas ocultando

a decidida travessia às cascatas;
o deleite ao delatado novo império,
paraíso dos homens ansiando voar
desatando feitiços mentais, a lhes agrilhoar...

ele via um rosto às negras águas empoçadas...

trívios às vistas, por ele deparados... inabalável
conformismo à morte viando imprevisíveis
caminhos de aspécto agradável...
saudavam belas flores atrócitas,
tácitas donas sangrentas nascidas num vento instável,
desmascaradas feiticeiras fundindo colinas ao penhasco infindável...

investiam ofensivas, disformes criaturas descortinadas
movendo-se às pedras da corredeira do dilúvio,
( corrompida fonte desaguando desagrados );
perpetrados foram os disparos, aos pesadelos esguios
cantando o hino da atrocidade,
gritavam ao flagelo do ambiênte...

ele via um rosto às negras águas empoçadas...

não há direção a seguir,
um tempo perdido,
à ilusão
cavalgando
sob a escuridão
atormentando,
nessa imensidão
de lúgubres vistosas farsas,
talhadas foram as rotas
dos diabólicos comparsas
do azar,
pragas mil, estando a conjurar...
tal arqueiro, em seu retorno, por-se-á a enfrentar...



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