quinta-feira, 21 de abril de 2011

Vampirismo



...resplande a lua, madrugada fria...
abstinente, bestial, busca enfim
pura energia,
ao perambular por este confim...

assassinando teus inimigos,
paracimônia não houvera
quando imbuído estiveste, numa caçada sagaz,
ao risco de descobrirem-lhe...

espadas levantaram-se,
noturnos embates perpetraram-se,
nessa calada meia-noite, mausoléu das bestas libertadas,
sob os telhados sorrateiras, pelo sangue esfaimadas...

consumados à real existência, amaldiçoados imortais,
vislumbram o fato de morrer jamais...
pairando como morcego à eternidade,
filho da escuridão, mestre da insanidade...

vislumbrando o hostil e agreste campo de concreto,
um urbano ambiente e em sombras tão envolto...
um dia excomungado, se vendo exorcizado,
seguiste mais uma meia-noite de sinas...

sedutoras belas damas,
o odor vital, tão incautas destilavam,
vítimas dum senhor da penumbra,
à verdade deparadas, gritavam...

dentes, presas, metamorfose,
descomunal força mortífera,
às suas estranhas, carcome o impulsivo mal,
d' um abraçado, a simbiose da eternidade,

memórias atrozes, não incitam a um perdão,
persegue-te como um fardo tal edionda maldição...
matai vossa sede, filho das trevas,
segue tua jornada, co'o contentamento que levas...


Nenhum comentário:

Postar um comentário