segunda-feira, 23 de maio de 2011

Em lodo e fél...

amor, outrora mui ressaltei,
por ti, e aos quatro ventos crédulo gritei
fervoroso,
ingênuo,
engenhoso...
caminhando num tênuo

fio manhoso,
tinhoso
e em estourar desejoso
ao tentar do sádico destino
por muitas gralhas nos causando desatino.

muito lhe amei,
tu eras meu mundo,

e ternura lhe confiei,
porém, me afogastes num lodaçal profundo,

insensível, por meus prantos não te comoveste,
como pudeste resguardar-se nesta vil veste?
ao eruptar do sangue em lágrimas convertido,
lacerando-me como um demônio vencido...

não pedi-lhe piedosos ditos,
em teus tolos beijos, punhais despedidos,
encarnei-me num soturno corvo à árida estrada,
lamúrias crocitando, por ti, ingrata amada.

deixe-me só, não seja cruel a tal ponto
de dizer-me que tudo fora, um mágico conto,
faz-me esquecer-te ao soar do silencio
noturno, num esquecer de mim mesmo.





Uma poesia que eu escrevi com um sentimento que nem era meu... ficou bem doida...

Um comentário:

  1. Ficou muito bom...o sentimento é meu......uma pessoa que amo muito que me deixou....o amor que ela teve comigo era falso, mas para mim era verdadeiro....

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