domingo, 26 de junho de 2011

Minha magia




despertara em mim, o poder de todas estrelas,
loucamente tocaram os zéfiros suas cornetas,
me avistaram mil cadentes estrelas e cometas,
ao formular em ideia, suas feições belas;

e os reis, de seus tronos se ergueram,
dos quatro elementos, estes, pois eram,
briosos saudando-me, empíricos
concedendo-me suas frotas, e poderes mágicos;

no palácio, alegremente às plataformas,
por cima voavam os dragões, em suas místicas formas,
bradaram os batalhões postos, lanceiros
ao gritos de "avante", cantavam os guerreiros,

às montanhas, os bosques, espíritos ancestrais deslindaram,
e os gnomos de suas tocas dislumbraram...
o nascer das brisas invernais azularadas
ao afagar da cor celeste, em pureza reavivadas;

segredos conceberam-me os grifos, elfos, fadas,
em rapsódias eternas, e lembradas,
incontáveis fogos, fulgiram ardendo à aurora inebriante,
flautas, sinfonias, percussões, guitarras, gaitas... se ouviram retumbantes.

eis a magia que em mim habita,
eis o poder que ao coração palpita,
a voluptuosa incerteza dos dias seguintes, plantando a semente
dos passos sem chão, o mais belo esvoaçar de minha mente...


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ódio do mundo






o que pelo mundo rejeitado
rebelia ofereceu,
em sua tépida cama deitado
por dentro feneceu,
à inércia amargurado,
num mundo inexpressivo,
incerto, e fatigado,
de gênio explosivo,
não mais ama nem espera
que a vida seja bela,
grita n' angústia como fera,
o berro de alguém que se rebela.

desesperança
sofre tal criança
noturna,
sonurna
em se deparar
que tudo farsa fora,
e ninguém vai reparar,
nessa noite vai embora
a última lágrima posta a secar,
e seu punho se cerrar,
e no semblante florescerá
o desprezo à tudo que verá...

trevas, horror, devassidão,
egoísmo, cólera, estupidez,
amores em utopias se converteram...
recostado num canto ao chão,
eis uma labareda humana à languidez
de si, nos amargores da vida
que se sucederam,
uma criatura esquecida...
o fantasma em angústia,
a besta aprisionada,
o louco amante, sem nada,
o sonhador que não se sacia...



É isso que me consome nesses dias, esse sentimento... não demorei muito a fazer esse poema, meia hora, agora pouco, tomou um ritmo mais semelhante de como escrevia anteriormente, tirando, é claro, a crueza, é uma coisa mais fluente... sinceramente gostei do poema... se puderem comentem... vlw

Guardião de si




só, de sí guardião,
um subversívo, mal dita aberração,
aos campos de carnagens, andando
num reflexivo embate tomando
seu próprio sangue ao chão...

o odor, por demônios sentido fora, à sétima noite...
atrozes faces senhoriais das trevas, perpetraram
às suas próprias formas no terror explícito,
o silencioso afogamento em águas de angústia
n' alma simplória, sobrevivente aos inimigos...

o céu vermelho ofuscante, sombria morbidez tramara,
gelível fizera-se a esperança ao afundar-se a espada,
- ardente e voráz herança, tudo que lhe sobrara...
à decrépita hediondez manifesta e desgraçada,
miseráveis sofrimentos concebendo, a cada punhalada...

decapitados assombros no nimbo gritaram,
cavaleiros disformes, em rumo marchavam, em avante
grunhindo, em escombros o agoiro gritante,
sedentos por almas, a maldição da humanidade
em guerra provando, sua toda motriz e terrorosa felicidade
à real torpeza solitária, de mil golpes desferidos...

jamais quebra-se-á a espada dos versos errantes
cerrados, aos punhos marcados, cardíacos, antes
tristonhos, revoltosos agora, conjurando versos em instantes,
a arma inquebrável num mundo ríspido, de verdades e honras despido,
temível, pondo a prova amores eternos, e sepultados...
a única e veráz dádiva, daquele que escreve com soturno rosto enrusbescido.

Vossos planos estraguei




vossos planos, eu cínico estraguei,
quando a visão de minha vitória outorguei
às tuas vistas, coléricamente me olhando,
como se uma atroz ação, tivera eu perpetrando,

jamais esquecer-me-ei de vossos semblantes,
não tão fechados antes
como agora...
sou o carrasco levando-os acorrentados embora;

ratazanas verminosas, dum esgoto de morbidez,
aspirando alegrias ao negrume de minha sina,
ao choque de realidade, perdendo a vez
de se aproveitarem, à inesperada cena que se descortina...


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como uma folha... Sem rumo no mar...

não percebeste, feliz encontro-me à desgraça,
perdido, uma criança ao penhasco, ao vislumbre da maré vasta,
num angelical desnorteio, algo esperando, como na praça
àquele dia... ingênuo, escutando consigo, um familiar, nostálgico "basta";

lembrada vez, tal qual a bola às mãos mantinha,
evaporando-se o Pantalone, à penumbra, como o amigo perdido,
cantatas ouvindo, dos duendes futurando-me um mundo antigo...
um dia disseram-me, que lá, novamente eu pisaria;

sangria e medo, desfrutara disso minha alma gelada,
ao vento, à geada, o cair das alaranjadas folhas do bosque
detrás as pedreiras, numa solitude esperada,
aqui, como parei não sei, às relvas, não há quem não se enrosque,
mesmo a trilha conhecendo, inapto de opções ter...

ao longe, nuns balanços, algumas crianças, as posso ver...
manifestara-se meu ultimo vestígio de infância,
num desejo, uma ansia, por lá estar sentado, voar poder
em segundos, cujo plainar jamais ocorre à relutância,
de em movimentos, com as mãos à corrente segurar...

te lembras, ao meu dizer sobre as folhas,
no abismo sopradas bem longe, aterrissando como bolhas?
o céu, parece estar dormindo no escuro, sem medo,
fulge a lua, suprema força de meu credo;
me sorrindo, ao do alto ter de me atirar...

como uma verde folha, à caudalosa tempestade,
um vento talvez, sem rumo ou destino,
merencório, numa ironia risonha, do desatino,
sob toda a inconsistente imprevisível imensidade...


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Holográfico portal...


duas almas, sob as plataformas no negrume estagnadas...

galáxias, perpetram assíduas o piscar estrelado...
eis o defrontar dual, contrastando universos
inversos, o silencioso troar soara adimirado;

congelante fizera-se o frio, mais denso,
e um "nunca" no espaço, tornando propenso
o infindável vagar meio multidões d 'outras espécies...
nações cada quais seus ídolos consagram, ignorando estranhas preces;

grandiosa fora a miudez duns poucos metros,
tornados ao místico portal da terra dos seis espectros,
onde lângue recostava-se tal flor, nestes tempos já tão rara,
que o amor com singelez, eu consquistara...

magnéticos rios ante os chãos metálicos, segregavam,

tais almas no eterno... desplicentes deparadas,
mutuamente se fitando merencórias,
às distâncias, cada vez mais desveladas;

tremulam às trevas pensamentos, ao perigo desatentos,
à gravidade um audaz salto fez-se lento, em movimentos...
o tocar dos pés num outro mundo,
onde bradara a voz, o dizer dum tolo mudo;

holográficos toques ondularam à mão,
cadente fizera-se dislumbre, num aceito perdão,
tardia, fenecera aquela amada passagem,
fora um pranto, ali, sua ultima vista imagem...


perambulando, por estradas de planetas,
travando incansável, imensas jornadas,
um feiche sou, de centésimos mortais, à perpetuidade,
ávido, por resgatar, minha única preciosidade...




Um pouco diferente do que costumo fazer... mas gostei de escrever sobre isso usando esse tipo de cenário... hehe

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Solitários gélidos suspiros...

sabeis o quão lhe amo,
aprisionado entre os véis?
a escuridão tomou a cozinha,

possuindo tudo, à noite dos silfos;

entendeis a grandeza de meu zelo,
detrás as cortinas me exilando?
vaga a lua madrugando comigo,
e espreita, faz-se notar, uma sombra antiga;

imaginais quanto amor lhe tenho,

pelos brancos panos envolvido?
rumores ouvi, dum julgamento,
onde a ansiada carta revelaria;

o que sentimos, desde tua volta do inferno,
ante os sutís mistérios ainda ocultos,
cultivados sobre os campos de incertezas...
à prova pondo, nosso matrimônio eterno,
o dramático espetáculo dos ardís vultos
aos cantos pernoitando ligeiros, fitando cruezas;

punhaladas temendo-lhe, sem vís adagas ver,

sugestionado aos pardieiros de meu ser,
a fio contados centésimos de plácida tortura,
áridos gélidos suspiros solitário eu libertara,
subindo aos arvoredos, nos flancos à altura
do desespero, recostado infante dando a cara...

em meio o julgamento dos três martelos,
um coração ao lado, sob a mesa palpita,
... o baralho de testumunhas marcadas...
ignoraram nossos amantes apelos,
a verdade viceja sob a enrubescida face aflita,

queimam-se os martelos, legam-se a cicatrizes causadas...

se ensandece o bater, mórbido frenético,
franzindo frações, meus fragmentos de nada;
arde em labaredas, arde até o céu,
ligeiro à galopada, cremando o véu,
volvendo-me à gélida impiedosa madrugada,

do luar qual, não mais beleza reinvindico...



Esse poema foi escrito ao decorrer do tempo, por partes, e sofrendo modificações a cada vez que eu escrevia... não digo que tenha ficado tão bom quanto "Horrores" mas ficou bem legal, se vendo que ambos compartilham do mesmo sentimento...
comentem ai, :D

domingo, 12 de junho de 2011

Melancolia noturna



chutado porta afora por quem, cujo nome mais nem lembro,
saltando sob elètricas negras nuvens de tempestade,
nódoa de meu espírito,
à estrada sem fim, das meias-noites incontadas,
vagueando em trágicos instantes quais existo...
subisisto em meus infernos, rastejando ao suplicio
do morto ardor, como a brasa, em seu resquicio...

as trombetas dos demônios marítimos clamam por minha presença,
anseio estar com quem odeio muito amando...
perscruto infindáveis fundos à esperança,
um vazio maldito e carrasco, eis meu legado,
o desejo por uma lápide, uma amnésia,
assim o corpo manifesto, descansaria sem torturas,
apodrecendo às tantas emocionais agruras...

os anjos negros, ávidos foram sempre por verem-me cair,
pisando-me, pisando-te, às nossas gargantas moribundas,
temos asas e não vemos, despercebidos gigantes somos,
feitos de nada, permeando os centeios de morte ao luar,
renegados corvos humanos buscando verdades intrinsecas...
retornarei ao reino solar, onde amistoso brada um dragão,
retornarei após meu findar, às trevas, para a merecida saudação...


domingo, 5 de junho de 2011

Horrores




ensejo insano embeber-me de fealdade,
esquecer que existo, à realidade,
volver ao ódio outrora provado,
incitando-me ao abismo por tormentos outorgados...
carrascos meus, desvário duma penumbrosa conformidade,
não foram estes, equivocos postergados...

preteridas angustias, perseguem minha sina,
forjadas lágrimas, escorrem-lhe ao rosto,
espetáculos tornam veráz meu vil posto,
de crédulo numa hediondez cretina...
sou "o mal encarnado", o cármico desgosto,
o fascínora de espírito mutilado, que descortina;

quão falsária se torna a flor,
simbólica aos devotos do inconseqüente amor,
sendo minha existência o motivo de cuja dor,
no assíduo flagelo, me perseguindo dentre
as tantas condoídas trevas quais eu adentre,
ardendo-me inflamável àquele feminil ventre;

salpicando feridas internas, irremediáveis,
açoitando-me em beijos, arpejos do fim
em harpas do além, tocando pra mim,
melodias incessantes intermináveis
dos anjos malditos, debochados infames, assim
como os horrores, fluentes, surgindo afáveis...




Poema dedicado a todas as merdas acontecidas, dedicado a todos os desgostos, a todos os amores falhos, poema dedicado a todos os crápulas um dia no mesmo caminho, à toda a escória arrogante e pretenciosa aludindo algum pseudo intelectualismo frustrado, dedicado a todos os que possuem ódio e angustia...

tela: Van Gogh, fodastica pra caralho...

Suicidio... Solução...




permiti os males, em nossa fortaleza se hospedarem,
espadas, bestas... incapazes de atacarem...
juras fiz-lhe de não esmorecermos,
àqueles surreais floridos campos ermos;

suicidaram-se as tulipas, como todas as flores,
azulado, cingia-se o céu num negrume de horrores,
devoravam os abutres, as aves cândidas...
precipícios piedosos se ergueram, às almas perdidas;

laceravam meu peito, revolta e angustia,
quando retirar-se te puseste, - eu a via,
tenra a pisar em solo agreste,
pois, nenhum mais aqui há, que preste...

inflamados prantos me desumanizaram,
minhas entranhas, um prazer masoquista não perfidaram,
catatonias secas, impeliram-se meu semblante mórbido,
sentia algo a muito não sentido, deveras esquecido;

ressoavam os cânticos da auto destruição
avivando aberrantes nódoas sangrentas,
numa tormentosa insana solidão
soturnos ventos, o ofuscante transmutavam
num gélido negrume qual abraçava,
a vida, e num mortuário convertia;

abruptas, floresceram lanças ao chão
abaixo alturas me provendo a lacrimosa solução,
assustadoras figuras meu destino disputavam
com seus dentes, motrizes mortíferos, que não me alcançavam...

recordações, a calmaria consumindo
consumavam
meu desespero,
em tal áspero
sentir
me deprimindo...
falavam
grunhindo,
os demônios infernais,
em meus internos vastos recantos sepulcrais...:

- mate-se, mate-se, mate-se!
não há lugar algum
onde jornar, nesse
mundo, és apenas um...
infeliz condenado,
da vivacidade provado,
aguardando ardentes chamas
devorarem teu império!

desfalecido jaz o espirito em masmorras confusas,
com a mente lavada em depressão,
o findar de toda a alegre recordação,
num singelo despercebido passo, às bastardas trevas intrusas...



Ódio




Ódio - Parte I


será eu destinado ao inferno?!
ao sofrimento, submeter-me ninguém fará...
ninguém...!
se pra lá eu for... ...
vou espancar o diabo
pisar nele
quebrar tudo
destruir todos
e quaisquer coisas,
ninguém pode com uma mente como a minha!

ódio!
dor!
dissabores dum mundo de merda
e é o que são a maioria das pessoas por dentro
vangloriando-se em hipócritas mesquinharias,
por mais "bondosas" que se possam dizer,
por dentro são todas MERDA!
por dentro são todos macacos
sabendo contar e escrever
ou bem menos que isso.

as odeio em grande parte
fizeram-me ser o que hoje sou
frio, vazio, uma alma condenada...
quero explodir todas
metralhar essas malditas
foiçar uma a uma na calada da noite
cortar-las com uma motosserra
por serem tão imbecis!



Ódio - Parte II


"no dia, ou à noite
em teu coração estão as trevas
de traumas e medos aliada,
então eis o ódio, escorrendo-lhe num amargo fél,
bastardo é o mundo e seus carrascos
e destruir-los desejais,
no desfecho que tu anseias,
cruel como a mágoa em ti causada,
ímpio como és, tão quão foram os demais...
todos terão seu final,
os vermes pagarão seus preços!"

o sangue subiu nos olhos
num conceito agressívo contínuo
dum instinto férico, predador implacável...
muitos contra um,
covardia insana,
arranjaram problemas, estão fodidos,
tolos tomando um papel e assinando o tratado de morte,
vivam ser forem capazes, morram se forem sensatos...!

quatrocentos tiros,
inúmeras facadas,
explosivos sujos,
umas méras pedradas...
uma taça de veneno do inferno
bebido negro amargo borbulhante num trago,
todos eles terão seu final,
os vermes pagarão seus preços!





Ódio - Parte III


perante a corja eu assisto o espetáculo trágico,
e vivem tal, os infelizes que dor causaram-me,
partir às novas terras,
é tudo que posso fazer
assistindo-lhes o final com terrorosos risos...

antes de me esquecer, enganar-lhe-ei,
usurparei tuas conquistas, num ingrato desfrute,
eliminarei teu mundo, teus feitos,
- minha vez de atacar...!

chegada é a hora, de matar o que também por tanto lutei,
quedar seu castelo de cartas coringa, torpes...
a motossera falhou,
no envolvente inferno qual permeio
você aqui ainda vaga pelos insãos cantos...

egoismo, foi que em muito contemplei,
estupidez farsante, mediocridade coletiva,
o rebanho dos porcos, meus fantasmas de outrora
desintegrando-se ao fatigante tempo, - minha vez de atacar...!





Esses são poemas antigos e todos como o mesmo título ao decorrer do tempo, os rascunhos estavam bem crus, os refiz em algumas partes, mas sem modificar a narrativa ou rimar-los, a essência dele é crua por natureza e tensa, ainda faltam mais duas partes a serem editadas sem contar mais duas que escreverei... esses poemas são bem antigos, fazem dois anos mais ou menos... enquanto faziam os outros poemas de amor, e cá pra nós enjoados e perecíveis, ainda estava eu aprendendo a escrever sobre o sentimento que mais me fascinava e que eu tinha... e ainda tenho, de sobra... huahsuahusahusashu... espero que curtam, se puderem comentem :D

Barbária



sangue escorre, a cada pancada,
e as tropas ao solar poer se degladiam...
se banhou minha espada
ao afogar-lhes a vida em escuridão,
estes escusos servos da perversão
que sandices defendiam...

relinchos se ouvem, o odor do temor
num viciado ar prospera,
esquecidos foram alguns dos ancestrais
nos herdando a mais rica e bela era,
nestes repugnantes e ardilosos carniçais
engendrando uma inveja transparecendo horror...

somos os cavaleiros, os soldados, os mal vistos rebelados,
marcharemos frente à frota dos centinelas infiltrados,
no caos, às lugubres insanias, danas ervas semeadas...
ressoaremos nossos cânticos, em mil frases entonadas
ao explodir do ódio, como a polvora dos mosquetes,
sangrando como punhais, estourando como foguetes...

cabeças vertem, grita a seca terra ao emergir
do lirial sangrendo, posto a espargir
rubras fagulhas às gralhas,
violando mortalhas...
troante faz-se o azulado céu, ao bradar
dos deuses, estando conosco, e a ameaça enfrentar...