domingo, 5 de junho de 2011

Barbária



sangue escorre, a cada pancada,
e as tropas ao solar poer se degladiam...
se banhou minha espada
ao afogar-lhes a vida em escuridão,
estes escusos servos da perversão
que sandices defendiam...

relinchos se ouvem, o odor do temor
num viciado ar prospera,
esquecidos foram alguns dos ancestrais
nos herdando a mais rica e bela era,
nestes repugnantes e ardilosos carniçais
engendrando uma inveja transparecendo horror...

somos os cavaleiros, os soldados, os mal vistos rebelados,
marcharemos frente à frota dos centinelas infiltrados,
no caos, às lugubres insanias, danas ervas semeadas...
ressoaremos nossos cânticos, em mil frases entonadas
ao explodir do ódio, como a polvora dos mosquetes,
sangrando como punhais, estourando como foguetes...

cabeças vertem, grita a seca terra ao emergir
do lirial sangrendo, posto a espargir
rubras fagulhas às gralhas,
violando mortalhas...
troante faz-se o azulado céu, ao bradar
dos deuses, estando conosco, e a ameaça enfrentar...


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