segunda-feira, 20 de junho de 2011

Como uma folha... Sem rumo no mar...

não percebeste, feliz encontro-me à desgraça,
perdido, uma criança ao penhasco, ao vislumbre da maré vasta,
num angelical desnorteio, algo esperando, como na praça
àquele dia... ingênuo, escutando consigo, um familiar, nostálgico "basta";

lembrada vez, tal qual a bola às mãos mantinha,
evaporando-se o Pantalone, à penumbra, como o amigo perdido,
cantatas ouvindo, dos duendes futurando-me um mundo antigo...
um dia disseram-me, que lá, novamente eu pisaria;

sangria e medo, desfrutara disso minha alma gelada,
ao vento, à geada, o cair das alaranjadas folhas do bosque
detrás as pedreiras, numa solitude esperada,
aqui, como parei não sei, às relvas, não há quem não se enrosque,
mesmo a trilha conhecendo, inapto de opções ter...

ao longe, nuns balanços, algumas crianças, as posso ver...
manifestara-se meu ultimo vestígio de infância,
num desejo, uma ansia, por lá estar sentado, voar poder
em segundos, cujo plainar jamais ocorre à relutância,
de em movimentos, com as mãos à corrente segurar...

te lembras, ao meu dizer sobre as folhas,
no abismo sopradas bem longe, aterrissando como bolhas?
o céu, parece estar dormindo no escuro, sem medo,
fulge a lua, suprema força de meu credo;
me sorrindo, ao do alto ter de me atirar...

como uma verde folha, à caudalosa tempestade,
um vento talvez, sem rumo ou destino,
merencório, numa ironia risonha, do desatino,
sob toda a inconsistente imprevisível imensidade...


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