quarta-feira, 22 de junho de 2011

Guardião de si




só, de sí guardião,
um subversívo, mal dita aberração,
aos campos de carnagens, andando
num reflexivo embate tomando
seu próprio sangue ao chão...

o odor, por demônios sentido fora, à sétima noite...
atrozes faces senhoriais das trevas, perpetraram
às suas próprias formas no terror explícito,
o silencioso afogamento em águas de angústia
n' alma simplória, sobrevivente aos inimigos...

o céu vermelho ofuscante, sombria morbidez tramara,
gelível fizera-se a esperança ao afundar-se a espada,
- ardente e voráz herança, tudo que lhe sobrara...
à decrépita hediondez manifesta e desgraçada,
miseráveis sofrimentos concebendo, a cada punhalada...

decapitados assombros no nimbo gritaram,
cavaleiros disformes, em rumo marchavam, em avante
grunhindo, em escombros o agoiro gritante,
sedentos por almas, a maldição da humanidade
em guerra provando, sua toda motriz e terrorosa felicidade
à real torpeza solitária, de mil golpes desferidos...

jamais quebra-se-á a espada dos versos errantes
cerrados, aos punhos marcados, cardíacos, antes
tristonhos, revoltosos agora, conjurando versos em instantes,
a arma inquebrável num mundo ríspido, de verdades e honras despido,
temível, pondo a prova amores eternos, e sepultados...
a única e veráz dádiva, daquele que escreve com soturno rosto enrusbescido.

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