quinta-feira, 16 de junho de 2011

Holográfico portal...


duas almas, sob as plataformas no negrume estagnadas...

galáxias, perpetram assíduas o piscar estrelado...
eis o defrontar dual, contrastando universos
inversos, o silencioso troar soara adimirado;

congelante fizera-se o frio, mais denso,
e um "nunca" no espaço, tornando propenso
o infindável vagar meio multidões d 'outras espécies...
nações cada quais seus ídolos consagram, ignorando estranhas preces;

grandiosa fora a miudez duns poucos metros,
tornados ao místico portal da terra dos seis espectros,
onde lângue recostava-se tal flor, nestes tempos já tão rara,
que o amor com singelez, eu consquistara...

magnéticos rios ante os chãos metálicos, segregavam,

tais almas no eterno... desplicentes deparadas,
mutuamente se fitando merencórias,
às distâncias, cada vez mais desveladas;

tremulam às trevas pensamentos, ao perigo desatentos,
à gravidade um audaz salto fez-se lento, em movimentos...
o tocar dos pés num outro mundo,
onde bradara a voz, o dizer dum tolo mudo;

holográficos toques ondularam à mão,
cadente fizera-se dislumbre, num aceito perdão,
tardia, fenecera aquela amada passagem,
fora um pranto, ali, sua ultima vista imagem...


perambulando, por estradas de planetas,
travando incansável, imensas jornadas,
um feiche sou, de centésimos mortais, à perpetuidade,
ávido, por resgatar, minha única preciosidade...




Um pouco diferente do que costumo fazer... mas gostei de escrever sobre isso usando esse tipo de cenário... hehe

Nenhum comentário:

Postar um comentário