quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ódio do mundo






o que pelo mundo rejeitado
rebelia ofereceu,
em sua tépida cama deitado
por dentro feneceu,
à inércia amargurado,
num mundo inexpressivo,
incerto, e fatigado,
de gênio explosivo,
não mais ama nem espera
que a vida seja bela,
grita n' angústia como fera,
o berro de alguém que se rebela.

desesperança
sofre tal criança
noturna,
sonurna
em se deparar
que tudo farsa fora,
e ninguém vai reparar,
nessa noite vai embora
a última lágrima posta a secar,
e seu punho se cerrar,
e no semblante florescerá
o desprezo à tudo que verá...

trevas, horror, devassidão,
egoísmo, cólera, estupidez,
amores em utopias se converteram...
recostado num canto ao chão,
eis uma labareda humana à languidez
de si, nos amargores da vida
que se sucederam,
uma criatura esquecida...
o fantasma em angústia,
a besta aprisionada,
o louco amante, sem nada,
o sonhador que não se sacia...



É isso que me consome nesses dias, esse sentimento... não demorei muito a fazer esse poema, meia hora, agora pouco, tomou um ritmo mais semelhante de como escrevia anteriormente, tirando, é claro, a crueza, é uma coisa mais fluente... sinceramente gostei do poema... se puderem comentem... vlw

Um comentário:

  1. Por mais que 'amores em utopias se converteram...'... o importante mesmo é nunca deixar de ser 'o sonhador que não se sacia...'
    A maturidade traz crueza, mas também certezas!
    E sonhar sempre vale a pena!!! E como cachaça, ajuda a superar dores em risadas ; )

    Gosto muito desses seus textos diretos!
    Parabéns...

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