domingo, 5 de junho de 2011

Ódio




Ódio - Parte I


será eu destinado ao inferno?!
ao sofrimento, submeter-me ninguém fará...
ninguém...!
se pra lá eu for... ...
vou espancar o diabo
pisar nele
quebrar tudo
destruir todos
e quaisquer coisas,
ninguém pode com uma mente como a minha!

ódio!
dor!
dissabores dum mundo de merda
e é o que são a maioria das pessoas por dentro
vangloriando-se em hipócritas mesquinharias,
por mais "bondosas" que se possam dizer,
por dentro são todas MERDA!
por dentro são todos macacos
sabendo contar e escrever
ou bem menos que isso.

as odeio em grande parte
fizeram-me ser o que hoje sou
frio, vazio, uma alma condenada...
quero explodir todas
metralhar essas malditas
foiçar uma a uma na calada da noite
cortar-las com uma motosserra
por serem tão imbecis!



Ódio - Parte II


"no dia, ou à noite
em teu coração estão as trevas
de traumas e medos aliada,
então eis o ódio, escorrendo-lhe num amargo fél,
bastardo é o mundo e seus carrascos
e destruir-los desejais,
no desfecho que tu anseias,
cruel como a mágoa em ti causada,
ímpio como és, tão quão foram os demais...
todos terão seu final,
os vermes pagarão seus preços!"

o sangue subiu nos olhos
num conceito agressívo contínuo
dum instinto férico, predador implacável...
muitos contra um,
covardia insana,
arranjaram problemas, estão fodidos,
tolos tomando um papel e assinando o tratado de morte,
vivam ser forem capazes, morram se forem sensatos...!

quatrocentos tiros,
inúmeras facadas,
explosivos sujos,
umas méras pedradas...
uma taça de veneno do inferno
bebido negro amargo borbulhante num trago,
todos eles terão seu final,
os vermes pagarão seus preços!





Ódio - Parte III


perante a corja eu assisto o espetáculo trágico,
e vivem tal, os infelizes que dor causaram-me,
partir às novas terras,
é tudo que posso fazer
assistindo-lhes o final com terrorosos risos...

antes de me esquecer, enganar-lhe-ei,
usurparei tuas conquistas, num ingrato desfrute,
eliminarei teu mundo, teus feitos,
- minha vez de atacar...!

chegada é a hora, de matar o que também por tanto lutei,
quedar seu castelo de cartas coringa, torpes...
a motossera falhou,
no envolvente inferno qual permeio
você aqui ainda vaga pelos insãos cantos...

egoismo, foi que em muito contemplei,
estupidez farsante, mediocridade coletiva,
o rebanho dos porcos, meus fantasmas de outrora
desintegrando-se ao fatigante tempo, - minha vez de atacar...!





Esses são poemas antigos e todos como o mesmo título ao decorrer do tempo, os rascunhos estavam bem crus, os refiz em algumas partes, mas sem modificar a narrativa ou rimar-los, a essência dele é crua por natureza e tensa, ainda faltam mais duas partes a serem editadas sem contar mais duas que escreverei... esses poemas são bem antigos, fazem dois anos mais ou menos... enquanto faziam os outros poemas de amor, e cá pra nós enjoados e perecíveis, ainda estava eu aprendendo a escrever sobre o sentimento que mais me fascinava e que eu tinha... e ainda tenho, de sobra... huahsuahusahusashu... espero que curtam, se puderem comentem :D

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