domingo, 5 de junho de 2011

Suicidio... Solução...




permiti os males, em nossa fortaleza se hospedarem,
espadas, bestas... incapazes de atacarem...
juras fiz-lhe de não esmorecermos,
àqueles surreais floridos campos ermos;

suicidaram-se as tulipas, como todas as flores,
azulado, cingia-se o céu num negrume de horrores,
devoravam os abutres, as aves cândidas...
precipícios piedosos se ergueram, às almas perdidas;

laceravam meu peito, revolta e angustia,
quando retirar-se te puseste, - eu a via,
tenra a pisar em solo agreste,
pois, nenhum mais aqui há, que preste...

inflamados prantos me desumanizaram,
minhas entranhas, um prazer masoquista não perfidaram,
catatonias secas, impeliram-se meu semblante mórbido,
sentia algo a muito não sentido, deveras esquecido;

ressoavam os cânticos da auto destruição
avivando aberrantes nódoas sangrentas,
numa tormentosa insana solidão
soturnos ventos, o ofuscante transmutavam
num gélido negrume qual abraçava,
a vida, e num mortuário convertia;

abruptas, floresceram lanças ao chão
abaixo alturas me provendo a lacrimosa solução,
assustadoras figuras meu destino disputavam
com seus dentes, motrizes mortíferos, que não me alcançavam...

recordações, a calmaria consumindo
consumavam
meu desespero,
em tal áspero
sentir
me deprimindo...
falavam
grunhindo,
os demônios infernais,
em meus internos vastos recantos sepulcrais...:

- mate-se, mate-se, mate-se!
não há lugar algum
onde jornar, nesse
mundo, és apenas um...
infeliz condenado,
da vivacidade provado,
aguardando ardentes chamas
devorarem teu império!

desfalecido jaz o espirito em masmorras confusas,
com a mente lavada em depressão,
o findar de toda a alegre recordação,
num singelo despercebido passo, às bastardas trevas intrusas...



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