quarta-feira, 13 de julho de 2011

Vosso sepultamento



te atrevas... em rir-me infame, novamente,
como antes fizeste, em tua farsa insolente...
sequer te ponhas incauta a mover,
teu semblante, dessa expressão, em horror, qual me apraz ver...

trevas, postas aos cantos, se revelam esfaimadas,
e quão vorazes perpetraram nossas ímpias tempestades,
do cemitério rangeram as grades, à neblina afagadas,

em macabras ardentes volúpias, contemplando...

vosso triste e cruel final,
vos, que sois da corja maldita, raiz de nosso mal...
fitem, pois, amordaçados e impotentes,
o vociferar gélido do vento sob a terra de teus túmulos...

é meia noite, e os corvos gritam tresloucados,
à histeria dos assombros terrorosos, gargalhando,
ao luar sombrio e sinistro, cuja morbidez nós todos provando
estamos... badalaram os sinos da igreja, longínquos retumbados...

fitem-nas, tais que são as brasas do fogaréu impiedoso,
traçando perante à vós, o núncio da dor e da tortura,
fulgurantes fulminando, vossa arrogância e a falsa ternura,
ao coro nosso, de tão sádico prazer, em tal momento tormentoso,

como animais amarrados, impotentes...
amordaçados... ao esganiçar total na angústia...

purificai vosso todo mal, com as lascívias ardentes,
às chamas, provindas... nessa névoa que nos consome e inebria...

um sorriso à face brotado, clama insanamente,
por dar-lhes sádico e infame, o direito dum explicito desvelo...
lavar vossas almas, num irônico e insuportável pesadelo...
e os sepultando, ao ainda persistente clamor por clemência... lentamente...

como belas são as flores! no sepulcro, aqui legadas,
sorvendo a harmônica paz, no lúgubre, e confortante ar...
oh, bela amada minha que aqui te puseste ao meu lado sentar...

a vingança desfrutemos! à nossa eterna paz libertos, vislumbrando as enseadas...





Hum... simplesmente não sei muito bem o que dizer sobre esse poema, até eu mesmo fiquei um tanto impressionado dessa vez, simplesmente foi o melhor poema, na minha opinião, que eu consegui escrever, o mais macabro e sinistro, o mais cheio de ódio, o mais próximo daquilo que eu quero alcançar... é meu favorito dentre tudo o que eu já consegui fazer, dedico essa poesia a uma pessoa muito especial pra mim, e ela vai saber que é ela quando ler a postagem... Te amo demais!

Um comentário:

  1. Eu não tinha comentado esse ainda,mas saiba que foi incrível ter participado de alguma forma da composição desse poema!A genialidade é toda sua, obvio,mas pelo menos na concepção das idéias malignas,tive participação ativa!rsrs. Ficou perfeito demais, eu te disse isso,mas reafirmo aqui: PERFEITO!

    a pessoa especial a qual o poema foi dedicado, mandou dizer que te ama MUITO tbm! E que sem vc os dias dela eram trevas e lágrimas, mas vc a salvou! ^^

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