sábado, 20 de agosto de 2011

Não sou ovelha!



Repudio céu e inferno,
Anseio um feminil rosto terno,
A comigo, em cada noite se deitar,
A um deus, que o paraíso tem-me a outorgar...

Dogmas desdenho, arcando com as profundezas,
Profundezas de meu ser,
Que ao pós-mortem de si dono é,
Às suas certezas, um próprio universo fazer, e em tal ter fé...

Como a rapina, sob a grandeza da montanha,
Rasando aos noturnos antros, como espiã,
Salvando consigo, a liberdade, ante a farsa cristã...
Eis a mais perigosa arma, vicejando à cada entranha...

Material imortal
Sonhador
Noturnal,
De si
Senhor insone,
Mirando
O mar indome,
Às velhas varandas,
Veredas
De outrora...
Que embora
Irá
Quando bem entender,
E nada fará
Por tais vastas vilezas vistas
Como vestes, em vagos vermes
Vulgares
Vagando,
Vis
Vultos
Volvendo
À veraz
Forma
Formal,
Farsando em si
A ausência
Dum asqueroso animal!

Valente vigore a voraz vontade!
De não ser mais um, dentre a massa imbecil,
Tampouco uma ovelha à comodidade,
Dos bradados ladrares que os rumam ao fardo pueril,
De ser mais um usurpado temente,
Tolo, paspalho, “incondicional” conivente,
À farsa envolta, obscura podridão,
Que se embebem do lodo, marchando à destruição!



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