segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Venosa morfina, de fél... Minha sina




uma grotesca caminhada
ensimesmado, eu sigo,
e nesta rua macabra,
ao ódio me instigo!

voráz, predatória,
me esculpe à face
a história
qual a mim, enrubesce,
num negror adentro a alma que enaltece
sua forma, em névoa,
uma face que voa,
um brado que ecoa,
no horizonte tomado...

por trevas errantes,
não mais como antes,
espreitas domadas,
cativas, fitadas
ao longe, aplaudindo
a minha beira de abismo,
assombrosa, e a nós vindo...
tocam-me ao ombro,
sussurram no ouvido,
fealdosas venúsias
que até mesmo nos nervos, houvera eu as sentido...

o sonurno silêncio, à minha insanidade se alia,
esdruxulo ofusca-se, um restante traço de benevolência,
ainseio por vê-los implorando clemência,
ó tolos abutres! carniçais algozes meus, quando ainda era dia;

estrondam os metais, trincados prantos à sala de meu antro,
o remoto refúgio, de recordações o resguardo,
em pergaminhos perdidos à mente, perdurando tal fardo...
lampejantes lapsos levam-me, novamente ao encontro;

do agreste negrume,
e que pérfido se assume,
se arraigando às entranhas,
como teias
de aranhas,
e às veias
não estranhas...
outrora
mais imperara
tal pestilento
rancor...
embora,
sequer me arrancara
no intento,
o meu vivo ardor...

...do rosto, às margens das luzes
sorrindo,
espontâneo, e seguindo,
n' alma ferido
em atrozes
pernoites,
de pesadelos habitados,
num luar mais, aos ecos calados...


Nenhum comentário:

Postar um comentário