segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Harpa da morte



(Emerson Coveiro, Santiago Salinas Crow,
Edição: Sarah Lelis Crow)


vidas decorrem ao bailar dos dedos,
no vazio de suas notas,
a solidão me é consumida
consumando
toda a dor, que à existencia é confiada,

badalam as cordas,
sinos, choros de espiritos
que nelas tocaram, um dia,
proféticos foram, tais
que aos umbrais, em tormentos se entregaram,

inocentes! ei-los os submissos
ao adentrarem, à psicose etérea
melódica fúnebre marcha do altar da morte,
incontáveis escolhidos arrastando
em hediondas mutações tormentosas,

eis a harpa da morte, dádiva do submundo,
o inebriante arrepio dos deuses,
quais, trovejam macabros gritos, de horror...
eis-me aqui, com ela num delírio defrontado,
perpetrando a harmonia do caos...!


Um poema que com muito gosto vos posto, porra, ficou foda demais! *.*

Um comentário:

  1. Fodásticamente bem feito! Gostei MUITO e digo mais, acredito piamente que esta co-autoria "dará cria" a mais alguns filhotes!rsrsrs Afinal, "dar pitacos" é uma das coisas que a Srª Crow melhor faz ^^

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