quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Silêncio




despojam das notas notórias,
inefáveis assíduos coros alma adentro,
eis o silêncio, a mór das sinfonias,
que ouvida pode, ser em ti, ao centro,

sons,
sem
tons,
tem
bons
cem
dons
mil,
de auto defrontares,
divindade verossimil,
tal que é esta à escuridade,
duma noite nada hostil,

mergulhado ao mar de tempo não corrente,
como em dias outros, cujo ofício é mais contente,
audíveis fazem-se, as trombetas, nuncio da solidão...
tornando em espectro, a abraçar, tão quieta entonação...



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