segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Valentina

partiste! sem sequer ter-me vindo,
fulgurante luz, que no imaginário se engendrara,
caminhando aos confins da inexistência...
és terna, pura, indome, e tão rara,
vagando em douradas marés,
ao indescrito tornando...

me perdoa! pois em treva te foste,
nobreza infante possuindo,

em teu túmulo... recoste!
um nascimento aguardando...
e à espera persistindo
às mundanas monstruosidades lhe esperando,

venhas! neste mundo, a enfrentar,
comigo! venhas a empunhar!
uma espada e pungir
tais bestas, postas em agoiros rugir,
venhas! destemida,
dadas as mãos, nada e ninguem nos intimida!





Gosto desse, por mais que muitas pessoas talvez não entendam, que tomem por suas próprias conclusões, espero que tenham gostado ;)

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