segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Malignitude






queima o fogo da pira maldita,
e o meu rosto por um capuz é resguardado,
o trevoso sacrifício o mal incita,
deslucidando o bestialismo às trevas engendrado.

viscerais, perversos pensamentos tunanteiam,
e os sobressaltos sob as ações ponderadas desenfreiam,
dissipam-se as noções de piedade
quando a vingança obtem oportunidade.

eis chegada a hora, neste campo aberto,
onde a lua cheia está bem perto.


anuvia-se a floresta desolada
de temeridades tão dotada,
silenciosa presenciando
a langue vítima gritando...

o destino dita um rumo certo,
e a sua alma ao demônio logo oferto.


ímpio, horrendo e mortal, rompendo
a esta carne, de quem se debatendo
é pertencente, e vingança merece...
eis o destino de quem em bréu perece...

aos tão noturnos famintos coiotes,
em verde mato, salivando hostis,
eis vosso o jantar, senhores de ardís,
sagazes bestas, de artifícios e boicotes;


e essa treva, trastes tragam, trazendo a perto,
impulsos mil, dos quais não me liberto...

toda a noite, em cheia lua
é assim, tão fria e crua,
mortal viceja a vontade, impulsiva...
que sorte seja a do safo, e que viva
sem ao meu curso, incauto tornar,
tampouco tenha, infeliz, algo a pagar...

toda a noite, em cheia lua,
é assim, tão fria e crua,
rindo às culpas, eternos venenos,
pouco importantes p' ra mim, ao menos,
em seus histéricos gritos, clamando,
de cá acodar, e estar, apenas sonhando... ... ...

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