terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma declaração de guerra





moribundo exausto, e num sepulcro esquecido,
eis meu fim, porém, não houvera eu morrido,
à indiferença, uma presença pressinto,
passos ouço, dos anjos da morte nesse recinto;

perturba-me insão, o revoltoso tormento,
me invade o medo, uma angústia visceral,
cerram-se os punhos meus, neste momento;
mergulho à possessão d' um ódio incondicional...

vãos augurios perseguem-me, hipocrisia protelando,
toda noite, quando ponho-me a deitar
nessa tumba, praguejando,
e pensando, a cada dia tende minha revolta, a aumentar...

fito as faces, farsas forjando, fieis forçadas,
devotas, deveras desprovidas d' alguma verdade...
fode o fato: o acato do ato à moral corrompida,
destas débeis tolas gralhas... sempre dissimuladas;

os desprezo, à sua incômoda e iníqua estupidez,
atroz, aterra-me esta tão aplaudida mediocridade,
em voluptuoso estúpido êxtase, vejo a vilez,
de cada um destes pedaços de carne, à sua bestialidade...

cuja existência faz-se até mesmo, ofensiva,
vislumbro-lhes cínico a sina, e de tudo o que viva
em marcha ao solo, de arrasto, clamando a uma divindade,
- imagem e semelhança hipócrita... alguma piedade...

distância almejo, e lhes quero a queda ver;
desta pútrida máscara, e de seus mártires,
tal asquerosa arrebanhada sociedade, obcecada ao ter;
cujo câncro, presente está, em todo o canto onde mires...!

eis-nos numa guerra... levantar, lutar e vencer...!
irreduzir-se ante este insulto e sequer cogitar padecer;
será caro o preço por ter de a vida, enfrentar;
seria mortal, todavia, como um insípido fantasma se contentar...!










Bem, quis expressar um pouco do que eu penso dessa merda toda de sociedade, e presentear a muitos desses, com esse poema a visão do que eu sinto por todos esses hipócritas alienados, e toda essa gente absurdamente ignorante, que tanto nos confrontam, "nos" porque existem outros muitos como eu, ainda ansiando por isso gritar todos os dias, não como um mero estouro súbito de raiva, mas como uma convicção concreta... é uma guerra! é uma guerra contra toda a mediocridade aplaudida e que nos é tão nociva, cercando à volta por onde tentemos nos distanciar, essa núvem que cega e imbeciliza... não é só uma rebeldia sem causa, e ser sincero consigo mesmo, é falar o que se pensa e o que se sente a cada dia... por essas pessoas sempre sorridentes e insípidas, por esses padrões baratos e frívolos, por esse pão e circo e todo esse insulto ao intelecto humano, a sociedade em sí, - cheia de falsos moralismos e pompas "agradáveis", acostumada em recluir os que realmente fariam alguma diferença, preferindo tolos ridiculos que lhes falam o que eles querem ouvir, e por isso jamais sairão da merda... - é o maior de todos os insultos!

Quem curtir comenta... ;)

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