terça-feira, 8 de novembro de 2011

A real profecia

lá está o rei, e do outro lado da rua o mendigo,
do outro lado...
das grades do lixão, lá está um armado infante,
ingênuo, desconhecendo a consequência do que tem às mãos,
lá está uma velha comendo seu encardido pão,

esse é o futuro? frio como ferro, confuso como sua mente.


todos são inertes,

seu mundo é cinza, opaco, luminoso,
estão todos abrigados em seus mundos pessoais,
loucos, lúcidos, quase que ao mesmo tempo,
jubilam-se os governantes e generais inexpugnáveis,
do exercito das maquinas vivas ,


estamos todos sós,
diante do sofrimento, diante da metamorfose,
de nossas ideias, do nosso mundo estagnado ,
ele cresce como a flor, ele derruba como o vento,
te arrasta como a correnteza de um rio,
no mundo bizarro, todos são servos de suas proprias criações.



as máquinas, a natureza de plástico,
miseráveis, venderam a salvação,
e os salvadores malévolos agora vos levaram ao abismo,
estão todos pagando, a pena,
no mundo opaco de metal e plástico,
são todos bestas, criadores do caos,


com suas consciências afetadas,
nas ruas violentas das cidades em ruinas,

e dos psicóticos, das prostitutas, e promíscuas santas...
dos drogados, sem futuro, tratados como vermes,
vem a revolta, vem a rebelião,
o império está à ruina final, não há mais riquezas, não haverá o que perd
er.



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