quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ou mato... Ou morro...



entre as selvagens relvas, de tantas famintas ímpias almas...
uma coisa, somente, vêm-me à mente...
sob a insânia dum caminho desolado qual percorro;
ou mato ou morro...?!

se mato, eu nato não acato, do bom ato a lei!
se eu ficar, porém, minha será; a dor, pois sei,
partir... até onde? se se esconde o quê, que procuro,
se morro, qual o apuro?!

do morro um socorro, de tal; perspicaz corro
verazmente, co' a minha imagem a paisagem borro,
em vivas frescas cores de sedenta inconstância,
que faço eu; nesta instância?

graciosas gralhas; ao ninho gorgeiam gritantes,
do morro eu corro ainda, à vinda arrastada
do chão; por meus pés... mato, à empuxada;
ao morro, mato, mato ao morro!



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