sábado, 4 de fevereiro de 2012

Boiada infernal



infernais, seres estes, comigo coabitam,
em seus dilemas, tão funestos, tão vagos, sequer se inibem,
irritantes, não há o que uns dos outros não repitam,
gritantes vestes ostentam, tolos, se exibem...

felizes, contentes,
um talhado sorriso à cara
provando a fidelidade dos dentes...
como asnos a serem vendidos,

amorfa massa em multidões inebriadas,
desta raça; enojante denominação correspondente,
a mim, e uns outros mais, neste incidente,
de humanas serem, pragas tais, também chamadas.

exaltada boiada, num cio mental,
idiotez gratuíta,
tosquice convicta,
do sistema a tragar
merda,
à perda
de poder, livre pensar...
num prazer trivial,
de segurança sentir,
à solidão, tão temida,
se fazer admitir;

à boiada infernal,
bovinismo intelectual,
de ignóbios ídolos,
ideais frívolos,
numa vazia busca, de um porquê...

além... dum paraíso que se busque,
a desafiar inteiro, o porão inferno,
a derrubar invicto, os portões do eterno,
rompendo a síntese do limite do absurdo,
eternizar-se por sí, e quiçá, ninguem mais,
do que ser, um mudo cego, conveniente surdo,
fazer valer, da vida, até os vaõs segundos finais.




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