sábado, 4 de fevereiro de 2012

Lascerador



à parede pancadas...
gritos!
mãos esfoladas...
atritos!
extremidades rasgadas...
escritos;

em sangue, foram os versos da carnificina;
feroz atroz destruição impulsiva perpetrada...
jaz somente a consequência do que se descortina,
quando tomba a vítima estraçalhada...

num beco estagnado, aos crápulas defronta-se,
incendeiam-se os olhos, turva-se a lógica,
sucintos seguidos gritos, lhe são o extase,
às disformes faces quais, a atrocidade indica.

lamento ao intento, de a sangrenta sede cessar,
falho fora. riso à culpa... fitando espreitas sombras,
de bestialismo é o tresloucado espasmo a afrontar,
submundanas entidades, de cada trilhada insânia cometida.

sectário da brutalidade,
não lhe há mais piedade,
noturna gralha urbana
insana,
em veste
humana,
até o que lhe reste;
se põe a lacerar,
queimar...

eis do destino, o vão findar,
de quem mata, por lucrar,
ter atrás, alguém, a os cobrar,
e ao meritório inferno, lhes mandar...



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