quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma briga de bar

tortos olhares,
alcool na mente...
pensar duas vezes,
fazer a graça do sangue,
virar mesas
cadeiras quebradas,
bebida perdida,
porradas trocadas,

evitar o equívoco do fato de ser,
o mais fragil pilar, a ceder,
de ocasionado circo dos trastes,
é incrível como submeto-me a estes desgastes;

todos gritam, - clamando por quem?
senão eu, a dizer ao próprio ego...
risos, risos, a trágica garrafa lascada,
o palhaço em desnorteio e que vem,
monte de carne, brutamonte estúpido, touro cego,
lhe apresento a primeira linha de sangue, marcada.

ferro em couro,
vidro em pele,
ossos trincando,
o soco adentrando,
dirigir
uma semana
sem quase dormir,
então ele se impele
em cair
numa cama
de brancas penas e cabeceira de ouro;
se sente
assim, minha mão
quando seu dente
é visto ao chão,
quando à face;
se vê moldada
à força
por mim
de uma vez usada.

todos gritam, - por quem clamando?
comigo fico eu, rindo, gritando,
o nojo de todos, se vá a mesa na multidão,
se vá a trancada porta, com chute, pra além de sua visão,
pouco importa, que me vejam herói, ou equivocado,
pouco importa... tudo... foda-se o que será retornado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário